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VÍDEO: GCM usa spray de pimenta e gás lacrimogênio para dispersar bloco no Butantã, na Zona Oeste de SP

GCM usa spray de pimenta e gás lacrimogênio para dispersar bloco no Butantã A Guarda Civil Metropolitana (GCM) usou bombas de gás lacrimogênio e spray de p...

VÍDEO: GCM usa spray de pimenta e gás lacrimogênio para dispersar bloco no Butantã, na Zona Oeste de SP
VÍDEO: GCM usa spray de pimenta e gás lacrimogênio para dispersar bloco no Butantã, na Zona Oeste de SP (Foto: Reprodução)

GCM usa spray de pimenta e gás lacrimogênio para dispersar bloco no Butantã A Guarda Civil Metropolitana (GCM) usou bombas de gás lacrimogênio e spray de pimenta contra foliões do bloco Vai Quem Qué, na noite de terça-feira (17), na Praça Boturoca, na região do Butantã, Zona Oeste de São Paulo. Imagens que circulam nas redes sociais mostram participantes tossindo e cobrindo o rosto com camisetas e panos. Para fugir do gás, muitos correram e buscaram abrigo em bares e restaurantes no entorno da praça. (Veja acima.) Segundo integrantes do grupo, uma funcionária da prefeitura, da área de zeladoria, que realizava a varrição após o cortejo, chegou a desmaiar por causa do gás. Um membro do bloco também foi agredido pelos guardas. Procurada, a Secretaria Municipal de Segurança Urbana afirmou, em nota, que "houve resistência pontual e arremesso de objetos contra a equipe". A pasta ainda informou que dois agentes ficaram feridos e foram levados para o Hospital Rio Pequeno. (Leia na íntegra abaixo.) Fundado em 1981, durante a ditadura militar, o Vai Quem Qué iniciou a concentração às 13h, na Praça Laerte Garcia da Rosa, e encerrou o percurso às 18h, na Praça Santo Epifânio, seguindo o trajeto e os horários publicados no Diário Oficial do Município. GCM usa spray de pimenta e gás lacrimogênio para dispersar bloco no Butantã, na terça-feira (17). Montagem/g1/Reprodução De acordo com a organização, o equipamento de som foi desligado e recolhido às 18h, quando os foliões já se dispersavam em direção aos bares da região. O Guia de Carnaval de Rua de São Paulo determina que o encerramento do desfile e o desligamento dos equipamentos de som ocorram, impreterivelmente, até as 18h, e que a dispersão total do público aconteça até as 19h. A cantora e saxofonista Lira Alli, integrante do bloco e filha de um dos fundadores do grupo, afirmou que a prefeitura costuma adotar um protocolo durante a dispersão: primeiro chega a equipe de varrição e, depois, a GCM. Segundo ela, na terça-feira ocorreu o contrário. Lira contou ao g1 que começou a chover forte, por volta das 19h30, e parte do público buscou abrigo sob marquises e em bares e restaurantes no entorno da praça. Foi nesse momento que a situação se agravou. Um dos organizadores do bloco teria se aproximado dos agentes para perguntar o motivo da ação e recebeu spray de pimenta no rosto. Em seguida, outro membro do grupo tentou ajudá-lo e acabou agredido pelos guardas. Ela afirma que o bloco tem perfil familiar e que havia crianças e idosos no local no momento da ação. “Não teve nada que justificasse essa ação, as pessoas estavam felizes. A gente passa o ano construindo o cortejo para terminar dessa forma”, disse. Em comunicado oficial, o bloco afirmou que “repudia” a forma como a dispersão foi conduzida. “Não aceitaremos que a dispersão do nosso bloco seja feita na base da porrada. Apesar do fim triste, culpa da política autoritária da Prefeitura e de sua Guarda Civil, o cortejo foi lindo. Seguiremos espalhando carnaval e alegria pelas ruas da cidade”, diz o texto. O que diz a prefeitura "A Guarda Civil Metropolitana (GCM), da Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU), realizava patrulhamento na Praça Boturoca, no Butantã, durante o bloco 'Vai Quem Qué', em apoio à equipe de produção da SPTuris. Durante a ação de dispersão, houve resistência pontual e arremesso de objetos contra a equipe, que atuou dentro dos protocolos de segurança para restabelecimento da ordem e garantia de proteção do público. Dois agentes ficaram feridos e foram encaminhados ao Hospital do Rio Pequeno, onde receberam atendimento médico. Não houve condução ao Distrito Policial." Agressão no Ibirapuera Este não é o primeiro registro de violência durante o carnaval de São Paulo neste ano. Também na terça, um grupo de policiais militares agrediu um homem na Avenida Pedro Álvares Cabral, no circuito do Ibirapuera, na Zona Sul da capital. Vídeos mostram um policial aplicando um "mata-leão" até o homem desmaiar, enquanto outros agentes seguram seus braços e pernas e o atingem com socos na região do abdômen. As imagens indicam que ao menos cinco policiais participaram diretamente da ação. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que "não compactua com excessos" e declarou que o homem foi detido após “desacatar e agredir” policiais militares que realizavam patrulhamento no local. PMs espancam homem após megabloco no Ibirapuera