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Um em cada 4 alunos já sofreu ataques físicos ou psicológicos dentro da escola, diz IBGE

Pesquisa Nacional do Escolar revela como está saúde mental dos adolescentes O IBGE divulgou uma pesquisa sobre a saúde dos estudantes brasileiros. O levantam...

Um em cada 4 alunos já sofreu ataques físicos ou psicológicos dentro da escola, diz IBGE
Um em cada 4 alunos já sofreu ataques físicos ou psicológicos dentro da escola, diz IBGE (Foto: Reprodução)

Pesquisa Nacional do Escolar revela como está saúde mental dos adolescentes O IBGE divulgou uma pesquisa sobre a saúde dos estudantes brasileiros. O levantamento revela que um em cada quatro alunos já sofreu ataques físicos ou psicológicos dentro da escola. Nada de fórmulas ou redação. Na aula, o tema são os sentimentos. A disciplina de Educação Socioemocional faz parte do currículo. “Falamos sobre sentimentos, sobre a nossa vida social na escola”, conta Bela Vitorino, de 15 anos. Falar para prevenir. Um em cada quatro estudantes brasileiros de 13 a 17 anos já sofreu ofensas, humilhações - o bullying dentro da escola. Segundo o IBGE, é uma prática que cresceu nos últimos cinco anos. “Muitas vezes, cria-se um senso comum de que o bullying se restringe à vítima e ao agressor, e não é verdade. Quando a gente tem uma situação como essa, estamos falando de um ambiente muito ruim, um ambiente tóxico”, afirma Fernanda Lucena, professora de Educação Socioemocional. Mas essa violência vai além do espaço da escola. Muitas vezes é na internet que ela acontece. Um em cada oito adolescentes declarou que já sofreu cyberbullying. E as meninas são as principais vítimas. “Cyberbullying é 24 horas por dia, inclusive de madrugada. Quando esse bullying não tem interrupção, quando ele é constante, permanente, é gravíssimo. A criança pode entrar em depressão muito rapidamente ou pior”, explica o pediatra Daniel Becker. Um em cada 4 alunos já sofreu ataques físicos ou psicológicos dentro da escola, diz IBGE Jornal Nacional/ Reprodução Quase 29% declararam que se sentem tristes sempre ou na maioria das vezes. E, outra vez, são as meninas que sofrem mais. Já a satisfação com o próprio corpo caiu de 70% para 58% desde 2015. “Elas estão sempre recebendo imagens de mulheres lindas que são falsas, que aparecem para ela com as belezas incríveis, com a pele filtrada, com a barriga negativa. E ela ali se digladiando com as espinhas, com a barriguinha normal dela. É um conteúdo que é massacrante e que vai levando ela ao auto-ódio, à baixa autoestima”, afirma Daniel Becker. Participaram da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar alunos de 13 a 17 anos, matriculados do 7º ao 9º ano do ensino fundamental ou no ensino médio, em escolas públicas e privadas. Os estudantes responderam, de forma anônima, a um questionário eletrônico. No g1, você confere outros detalhes do estudo. “Tem que ficar muito atento a mudanças de comportamento, de rotina desses jovens, e manter sempre a conversa aberta. Nunca sob forma de sermão. Tentar ser um porto seguro e uma fonte de orientação para eles e, principalmente, uma fonte de vigilância e supervisão desses mal-estares", diz Daniel Becker. LEIA TAMBÉM Raio-X da adolescência brasileira: veja dados do IBGE sobre estudantes de 13 a 17 anos 15% das adolescentes faltaram à escola ao menos uma vez no ano por falta de absorventes, aponta IBGE Satisfação de adolescentes brasileiros com o próprio corpo cai sucessivamente desde 2015, aponta IBGE 9% dos estudantes brasileiros de 13 a 17 anos dizem ter sido forçados a ter relações sexuais, aponta pesquisa do IBGE 3 em cada 10 estudantes adolescentes usaram cigarros eletrônicos alguma vez na vida, revela IBGE