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Um ano após fechamento de armazém, produtores ainda aguardam pagamento por sacas de café 'perdidas' em MG

Um ano após fechamento de armazém, produtores ainda aguardam pagamento por sacas de café ' Mais de um ano após o fechamento da Central do Café, em Muzambin...

Um ano após fechamento de armazém, produtores ainda aguardam pagamento por sacas de café 'perdidas' em MG
Um ano após fechamento de armazém, produtores ainda aguardam pagamento por sacas de café 'perdidas' em MG (Foto: Reprodução)

Um ano após fechamento de armazém, produtores ainda aguardam pagamento por sacas de café ' Mais de um ano após o fechamento da Central do Café, em Muzambinho (MG), cerca de 380 produtores rurais ainda aguardam o ressarcimento de mais de 16 mil sacas de café que estavam armazenadas no local. O caso, que envolve cafeicultores de Muzambinho, Monte Belo, Nova Resende e Cabo Verde, segue na Justiça e mobiliza dezenas de famílias que relatam prejuízos milionários. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram A empresa encerrou as atividades em 11 de fevereiro de 2025. Desde então, a placa instalada na fachada é o único vestígio de que o prédio abrigou a negociadora de café, que à época estimava cerca de R$ 40 milhões em valores acumulados das sacas depositadas pelos produtores. Entre os cafeicultores lesados está João Batista Vasconcelos, que perdeu 177 sacas. Ele afirma que não recebeu qualquer retorno financeiro até agora. “Na época, a saca estava cerca de R$ 2.550. Hoje está em torno de R$ 1.800 e não tem novidade. Não só eu, mas todos que tiveram prejuízo estão perdendo a esperança. A cada dia que passa, vai caindo mais a esperança de receber”, disse. Leia também: Dívida de cooperativa que fechou em Muzambinho começou em 2016 com 15 mil sacas de café Cooperativa Central de Muzambinho (Coocem) fechou e deixou produtores sem informação Reprodução EPTV Empresa e cooperativa funcionavam no mesmo endereço A Central do Café era administrada por Creúcio Carlos de Oliveira, que, após o fechamento, chegou a se reunir com os produtores e afirmou que faria o pagamento dos valores devidos. O empresário também presidia a Cooperativa Central de Muzambinho (Coocem), que funcionava no mesmo endereço da empresa. Segundo os cafeicultores, a descoberta da cooperativa agravou as suspeitas sobre a movimentação financeira dos negócios. Na época, Creúcio afirmou que pretendia pagar parte dos valores assim que conseguisse vender bens da empresa. “Todo mundo vai receber 30% a partir do momento que vender. Se conseguirmos vender os bens até a safra, todo mundo vai receber. Isso é querer pagar”, declarou durante assembleia. Empresa que comprava e vendia café na região completa um ano de fechamento em Muzambinho Justiça bloqueia bens em nome do empresário O advogado Thiago de Lima Dini, que representa 20 produtores, afirma que não foram encontrados bens em nome da empresa ou da cooperativa. No entanto, a Justiça determinou o bloqueio de patrimônios registrados em nome do empresário. O processo aguarda a apresentação de documentos fiscais da Central do Café e da Coocem para que seja feita uma perícia contábil. “O juiz determinou que a perícia compare a documentação das pessoas jurídicas com a declaração de imposto de renda do empresário. Isso é necessário para comprovar confusão patrimonial e permitir a desconsideração da pessoa jurídica. Depois dessa etapa, o processo avança para a fase de cobrança e liquidação dos valores”, explicou o advogado. O juiz da comarca de Muzambinho, Flávio Schmit, informou que os processos envolvendo o empresário estão em andamento e em fase de conclusão de provas. Produtores se reuniram com dono de cooperativa que fechou em Muzambinho Arquivo pessoal Defesa diz que valores estão “depositados” e que intenção é pagar O advogado de Creúcio, José Geraldo Jardim, confirmou que nenhum produtor recebeu até o momento, mas disse que a defesa trabalha para que todos sejam indenizados igualmente. “Todos os valores estão depositados e fazemos gestão para que continuem depositados. O objetivo não é um receber antes do outro. O senhor Creúcio quer pagar o quanto antes”, afirmou. Ainda segundo ele, houve tentativa de acordo, mas a proposta não avançou. Com a colheita do café prevista para começar em maio, o Sindicato dos Produtores Rurais de Muzambinho reforça a importância de atenção redobrada na documentação referente ao armazenamento da produção. “O produtor tem que se precaver, tirando nota fiscal de remessa, compra e venda. É isso que garante o comprovante de que o café está depositado nos armazéns. Já é o terceiro ou quarto problema com instituições de café aqui em Muzambinho. O produtor precisa ter provas fiscais”, alertou o presidente do sindicato, Rodrigo de Almeida Machado. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas