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Suspeitos de matar o bicheiro Fernando Iggnácio vão a júri popular

Rogério Andrade, sobrinho de Castor, foi preso por ser suspeito de mandar matar o rival Fernando Iggnácio (de óculos), genro de Castor. Reprodução TV Globo...

Suspeitos de matar o bicheiro Fernando Iggnácio vão a júri popular
Suspeitos de matar o bicheiro Fernando Iggnácio vão a júri popular (Foto: Reprodução)

Rogério Andrade, sobrinho de Castor, foi preso por ser suspeito de mandar matar o rival Fernando Iggnácio (de óculos), genro de Castor. Reprodução TV Globo Três suspeitos de participar da execução do bicheiro Fernando Iggnácio, em 2020, serão levados a júri popular nesta quinta-feira (9) no 1º Tribunal do Júri do Tribunal de Justiça do Rio. O acusado de ser o mandante do crime, o bicheiro e rival de Fernando, Rogério Andrade, está preso pelo crime. No entanto, ele não será levado a júri. Serão levados a júri nesta quinta-feira: Rodrigo Silva das Neves: apontado como miliciano, foi preso em janeiro de 2021 em uma pousada na cidade de Canavieiras, no sul da Bahia, onde estava escondido. Otto Samuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro: irmão de Pedrinho, o ex-PM foi preso em fevereiro de 2023 em Santa Terezinha de Itaipu, na região oeste do Paraná. Pedro Emanuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro, o Pedrinho: preso no Paraguai em janeiro de 2025. A defesa de Rodrigo Neves nega as acusações e qualquer envolvimento com Rogério Andrade, e diz que a investigação da Delegacia de Homicídios que levou à prisão dos suspeitos foi “uma farsa”. Até a última atualização desta reportagem, o g1 não conseguiu contato com os advogados dos demais envolvidos. Ygor Farofa (E), o ex-PM Pedro Cordeiro (C), ao lado do PM Rodrigo das Neves (de boné): todos já identificados pela DH como suspeitos da morte de Fernando Iggnácio; no alto, um quarto suspeito Reprodução Além dos três, um quarto suspeito participou do crime: Ygor Rodrigues Santos da Cruz, o Farofa. apontado como matador de aluguel, ele foi encontrado morto em novembro de 2022 no Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio. Otto Samuel D'Onofre Andrade Silva Cordeiro era policial militar da ativa em São Paulo Reprodução Relembre o crime Fernando Iggnácio, genro do contraventor Castor de Andrade, foi executado dentro de heliporto na Zona Oeste do Rio de Janeiro Luciano Belford/Agência O Dia/Estadão Conteúdo Iggnácio, genro e herdeiro do contraventor Castor de Andrade, foi executado em 10 de novembro de 2020 em uma emboscada no Recreio dos Bandeirantes. Ele tinha acabado de desembarcar de um helicóptero, vindo de Angra dos Reis, na Costa Verde, e foi alvejado ao caminhar até o carro. Os tiros foram de fuzil 556. Relembre como foi o crime. Segundo as investigações, a morte de Iggnácio foi encomendada por Rogério Andrade, sobrinho de Castor de Andrade e apontado por muitos como o maior bicheiro do Rio. Rogério Andrade é preso no Rio de Janeiro Reprodução/ TV Globo Rogério foi preso em outubro de 2024 e transferido em novembro para o Presídio Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Ele teria ordenado o crime em um aplicativo de mensagens criptografadas. "O cabeludo é o que interessa", disse Rogério nas mensagens interceptadas pelo Ministério Público. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Mesmo após pedidos de sua defesa, o STF negou a liberdade de Andrade, que segue preso e responde a um processo separado, onde chegou a acompanhar por videoconferência uma das audiências. Captura de tela mostra conversa de Rogério Andrade com o policial militar Márcio Araújo Reprodução Também foi preso o policial militar reformado Márcio Araújo de Souza, apontado como o contratante do quarteto e que se comunicava com Rogério no aplicativo de mensagens. Ele se entregou à polícia em fevereiro de 2021. Márcio também responde pelo crime em um processo separado. Gilmar Eneas Lisboa, ex-PM, também foi preso por monitorar os passos da vítima. Os trabalhos de vigilância começaram pelo menos 8 meses antes do crime, segundo o Ministério Público. Briga pelo poder tem longo histórico de atentados e mortes na família de Castor de Andrade Entenda a guerra pelo espólio de Castor de Andrade, que dura quase 30 anos com histórico de atentados, como o que levou Rogério à prisão Briga pelo poder Castor de Andrade era um dos chefões do jogo do bicho e morreu de infarto em 1997. Rogério era seu sobrinho e não herdou de pronto o espólio da contravenção. Coube a Paulo Roberto de Andrade, o Paulinho, filho de Castor, e a Fernando Iggnácio, genro do chefão, tocar o império. Saiba quem era Fernando Iggnácio, genro de Castor de Andrade que foi executado no Rio Na divisão, Iggnácio foi cuidar dos caça-níqueis, e Paulinho passou a tomar conta das bancas do bicho. Rogério, porém, considerava ter direito à herança e passou a disputar território com Paulinho e Iggnácio. Saiba quem é Rogério Andrade Paulinho foi assassinado em 1998, crime atribuído a Rogério, que assumiu o negócio do primo e começou a avançar sobre o de Iggnácio. Investigações da Polícia Federal mostram que a disputa entre Rogério Andrade e Fernando Iggnácio entre 1999 e 2007 resultou em 50 mortes — algumas foram de policiais, acusados de prestar serviços para os contraventores. O próprio Rogério foi vítima de uma tentativa de assassinato em 2001. Em abril de 2010, outro golpe. O filho de Rogério de Andrade, um jovem de 17 anos, morreu num atentado na Barra. Em vez do pai, era o rapaz que dirigia o carro quando uma bomba explodiu. Rogério acusava Fernando Iggnácio de ter sido responsável pelo crime. O que dizem os citados Em nota, a defesa do acusado Rodrigo Silva das Neves, através do advogado Dr. Luiz Felipe Alves e Silva negou as acusações e qualquer envolvimento com Rogério Andrade. "A defesa tem a absoluta certeza, que no julgamento que se realizará perante o júri, o réu Rodrigo Neves sairá absolvido das imputações, pois será fartamente mostrado e comprovado pela defesa, toda a “farsa” investigativa produzida pela equipe à época da Divisão de Homicídios. O réu Rodrigo Neves foi incluído e indiciado na investigação, única e exclusivamente para a investigação conseguir seu propósito de tentar buscar o envolvimento de um mandante, já que teriam que incluir eventuais executores para ao final se chegar a quem já previamente pretendiam incluir como mandante. E no final de tudo, pouco se obteve. A prova acerca do homicídio é precária com relação ao suposto envolvimento do réu Rodrigo Neves e absolutamente negativa acerca de qualquer vínculo existente com eventual mandante." Até a última atualização desta reportagem, o g1 não conseguiu contato com os advogados dos demais envolvidos.