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SUS inclui teste de alta tecnologia para rastreamento de câncer colorretal

Câncer colorretal deve causar 635 mil mortes e perdas bilionárias no Brasil até 2030 Adobe Stock O Ministério da Saúde incluiu na tabela de procedimentos d...

SUS inclui teste de alta tecnologia para rastreamento de câncer colorretal
SUS inclui teste de alta tecnologia para rastreamento de câncer colorretal (Foto: Reprodução)

Câncer colorretal deve causar 635 mil mortes e perdas bilionárias no Brasil até 2030 Adobe Stock O Ministério da Saúde incluiu na tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) o Teste Imunoquímico Fecal (FIT) para rastreamento de câncer colorretal. O exame será destinado a homens e mulheres assintomáticos de 50 a 75 anos. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (10). A norma passa a valer a partir da publicação, mas o novo procedimento será registrado nos sistemas do SUS a partir do próximo mês. Em maio, o ministério já havia anunciado que iria adotar um novo protocolo no SUS para auxiliar na detecção precoce da doença no Brasil. 👉O procedimento consiste na pesquisa de sangue oculto nas fezes por meio do teste imunoquímico fecal e será realizado a cada dois anos para o rastreamento do câncer colorretal. (veja mais abaixo) O exame será oferecido na modalidade ambulatorial e está classificado como procedimento de atenção básica. A portaria estabelece idade mínima de 50 anos e máxima de 75 anos para o procedimento. VEJA TAMBÉM: Brasil deve ter 53 mil casos de câncer colorretal até 2028 Como funciona o exame O FIT é um exame de fezes que detecta pequenas quantidades de sangue oculto, invisíveis a olho nu, que podem ser sinal de pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer no intestino. Diferentemente dos exames antigos de sangue oculto nas fezes, o FIT utiliza anticorpos específicos para identificar sangue humano, o que aumenta a precisão do teste. O paciente recebe um kit para coleta em casa e precisa retirar uma pequena amostra das fezes com uma haste própria, colocada em um tubo coletor. Depois, o material é enviado para análise laboratorial. ➡️Entre as principais vantagens do exame estão: não exige preparo intestinal; não precisa de dieta restritiva antes da coleta; pode ser feito com apenas uma amostra; é menos invasivo; tem maior adesão da população. LEIA TAMBÉM: Câncer de intestino dá primeiros sinais no banheiro; veja hábitos de risco e como diagnosticar Entenda os fatores de risco do câncer colorretal, que avança entre jovens Segundo o Ministério da Saúde, o teste apresenta sensibilidade entre 85% e 92% para identificar possíveis alterações. De acordo com especialistas, o exame já é utilizado em programas internacionais de rastreamento e ajuda a reduzir a mortalidade por câncer de intestino ao ampliar o diagnóstico precoce. O FIT também é mais conveniente e mais barato para rastreamento populacional do que a realização de colonoscopia em toda a população assintomática. Medida essencial de prevenção A norma estabelece que o teste incluído na tabela do SUS é destinado exclusivamente ao "rastreamento bienal de pessoas assintomáticas". Por isso, o procedimento não deve ser utilizado para investigação diagnóstica de pessoas com sintomas ou com suspeita clínica de câncer. Segundo o Ministério da Saúde, a inclusão do exame pode ampliar o acesso de mais de 40 milhões de brasileiros à prevenção e à detecção precoce da doença, considerada hoje o segundo tipo de câncer mais frequente no Brasil, excluindo os tumores de pele não melanoma. A portaria também determina uma alteração na descrição do procedimento já existente de pesquisa de sangue oculto nas fezes. A partir da mudança, o procedimento passa a contemplar a pesquisa por diferentes métodos e técnicas para o rastreamento do câncer colorretal. Para homens e mulheres assintomáticos entre 50 e 75 anos, deverá ser registrado especificamente o novo procedimento referente ao teste imunoquímico fecal.