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Superlotado, Hospital PUC-Campinas anuncia suspensão de cirurgias eletivas

Hospitais públicos de Campinas enfrentam superlotação de até 394% Em meio a superlotação de hospitais públicos em Campinas, o Hospital PUC-Campinas anunc...

Superlotado, Hospital PUC-Campinas anuncia suspensão de cirurgias eletivas
Superlotado, Hospital PUC-Campinas anuncia suspensão de cirurgias eletivas (Foto: Reprodução)

Hospitais públicos de Campinas enfrentam superlotação de até 394% Em meio a superlotação de hospitais públicos em Campinas, o Hospital PUC-Campinas anunciou a suspensão, por tempo indeterminado, das cirurgias eletivas. A unidade enfrenta um acúmulo de pacientes nos corredores do pronto-socorro adulto pelo SUS. 🔎 As cirurgias eletivas são procedimentos programados, considerados não urgentes, essenciais para o tratamento de saúde, agendados conforme a capacidade do SUS. Segundo o Hospital PUC-Campinas, os 80 leitos de enfermaria adulto estão distribuídos em três unidades de internação e "encontram-se 100% ocupados, assim como, as unidades de UTI Adulto e UTI Coronariana, que também operam sem disponibilidade de leitos SUS no momento". A administração explica que o cenário tem provocado o acúmulo de pacientes em atendimento e internados no PS adulto SUS. "Diante dessa situação, as cirurgias eletivas foram temporariamente suspensas, com o objetivo de evitar competição por leitos e recursos estruturais com os fluxos assistenciais provenientes do Pronto-Socorro SUS", disse, em nota. O hospital ressaltou que não pode receber novos casos pelo SUS, e reforçou o pedido para que Regulação Municipal avalie o direcionamento de pacientes para outras unidades "a fim de garantir a segurança e a continuidade da assistência". Situação no HC da Unicamp Assim como o Hospital PUC-Campinas o HC da Unicamp também opera muito acima da capacidade instalada. Nesta quarta, o pronto-socorro na Unicamp atendia 72 pessoas, o que representa 394% da capacidade instalada. E provoca reflexos para quem busca ajuda. "Eu vim aqui desde segunda, fiquei aqui das 23h até as 4h da manhã. Meu pai não foi atendido. Ele fez uma cirurgia do pâncreas e voltou sem atendimento porque não tinha médico. Voltamos hoje desde as 8h, e agora que ele foi atendido para tomar medicamento", relatou Andressa Goes. Um outro paciente, que saiu de Amparo (SP), reclamava de fortes dores por conta de um cálculo renal, mas iria voltar para casa sem atendimento. "Eu estou com muitas dores, no trato urinário, no abdômen, no reto. Vou voltar para Amparo de novo, com dor", disse Jurandir dos Santos Gonçalves. O que dizem Estado e Prefeitura? Em nota, o governo estadual informou que trabalha na ampliação dos procedimentos e leitos na região de Campinas, mantendo "diálogo contínuo" com a Prefeitura. Além disso, destacou que "o projeto do Hospital Metropolitano de Campinas está em fase final". Já a administração municipal frisou que "nenhum paciente que precisa de internação na Rede Mário Gatti de Urgência, Emergência e Hospitalar fica sem assistência". LEIA MAIS: Campinas identifica superbactéria em 7 pacientes e fecha UTI do Mário Gatti temporariamente Decreto do Estado formaliza terreno para Hospital Metropolitano em Campinas Sala de espera do Hospital Mário Gatti, em Campinas Reprodução/EPTV VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas