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Síndico confessou para o filho que matou a corretora e assinou procurações para que ele assumisse a gestão do condomínio, diz polícia

Como polícia conseguiu vídeo que mostra corretora sendo atacada por síndico em Goiás O síndico Cléber Rosa confessou ao próprio filho, Maicon Douglas Sou...

Síndico confessou para o filho que matou a corretora e assinou procurações para que ele assumisse a gestão do condomínio, diz polícia
Síndico confessou para o filho que matou a corretora e assinou procurações para que ele assumisse a gestão do condomínio, diz polícia (Foto: Reprodução)

Como polícia conseguiu vídeo que mostra corretora sendo atacada por síndico em Goiás O síndico Cléber Rosa confessou ao próprio filho, Maicon Douglas Souza de Oliveira, que havia matado a corretora Daiane Alves, em Caldas Novas, no sul de Goiás. Dias depois, Cléber assinou procurações para que ele assumisse a administração do condomínio, segundo informou o delegado André Luiz Barbosa dos Santos, responsável pela investigação. De acordo com a Polícia Civil, a confissão teria ocorrido no dia 15 de janeiro, cerca de um mês após o crime. Na ocasião, Cléber afirmou ao filho que poderia ser preso e que era necessário garantir a continuidade da gestão do prédio. Em nota, a defesa de Maicon Douglas afirmou que apresentou à Polícia Civil um conjunto de provas que comprovariam que ele não teve qualquer participação no crime. Daiane Alves Souza de Oliveira desapareceu no dia 17 de dezembro de 2025, quando desceu ao subsolo do prédio onde morava para verificar uma queda de energia. Cerca de 40 dias depois, a polícia prendeu o síndico, que confessou o crime, e o filho dele. Vídeo mostra momento em que a corretora Daiane Alves é atacada pelo síndico Cléber Rosa Procurações e transição da administração Ainda segundo o delegado, após relatar o crime, o síndico iniciou a formalização de documentos para transferir a administração ao filho. Foram feitas procurações para que Maicon pudesse assumir a gestão e manter o funcionamento financeiro do condomínio. “A partir da confissão, ele começou a passar essa administração ao filho, com a intenção de dar continuidade à gestão caso fosse preso”, afirmou o delegado. A polícia apurou que todos os aplicativos bancários e sistemas administrativos do condomínio estavam vinculados ao telefone pessoal do síndico. Cléber Rosa de Oliveira confessou ter matado a corretora Daiane Alves em Caldas Novas, Goiás Diomício Gomes/O Popular e Arquivo pessoal/Georgiana dos Passos LEIA TAMBÉM: Corretora foi morta em rodovia após ser atacada pelo síndico no subsolo do prédio, diz polícia Vídeo mostra quando síndico ataca vítima em subsolo de prédio Síndico confessou crime e levou polícia ao local onde corpo foi deixado Celular novo para gestão do condomínio No dia 17 de janeiro, Maicon comprou um novo aparelho celular para o pai. Inicialmente, a aquisição levantou suspeitas de possível tentativa de ocultação de provas. Contudo, segundo a investigação, o aparelho foi habilitado com o número antigo de Cleber para permitir a instalação dos aplicativos de gestão e a continuidade dos pagamentos e movimentações financeiras do condomínio. Em interrogatório, Maicon afirmou que o pai sabia que poderia ser preso e não queria que o telefone original fosse apreendido, o que comprometeria o funcionamento administrativo do prédio. As diligências apontaram que Maicon estava em Catalão no momento do crime e não participou da execução da corretora. Segundo o delegado, o fato de ele ter tomado conhecimento da confissão não configura crime, já que não havia dever legal de comunicação imediata às autoridades. A Polícia Civil informou que eventual apuração sobre questões administrativas será feita em procedimento separado. Defesa se manifesta Segundo os advogados, o álibi demonstrou que Maicon não estava em Caldas Novas no dia do ocorrido. A defesa citou registros de ponto, extração de conversas por aplicativos de mensagens e laudos periciais em aparelhos celulares como elementos que atestariam sua inocência. A nota também destaca que o arquivamento das suspeitas em relação ao investigado era a única resposta juridicamente aceitável e reforça a importância da presunção de inocência e do devido processo legal. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás