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Recepcionista sai do hospital e fala sobre explosão com álcool que deixou os pais e tios na UTI no AC

Recepcionista sai do hospital e fala sobre explosão com álcool que deixou os pais na UTI A recepcionista Vitória Leite, de 29 anos, é uma das vítimas da ex...

Recepcionista sai do hospital e fala sobre explosão com álcool que deixou os pais e tios na UTI no AC
Recepcionista sai do hospital e fala sobre explosão com álcool que deixou os pais e tios na UTI no AC (Foto: Reprodução)

Recepcionista sai do hospital e fala sobre explosão com álcool que deixou os pais na UTI A recepcionista Vitória Leite, de 29 anos, é uma das vítimas da explosão com álcool que deixou oito feridos em Rio Branco no último domingo (22). Ela recebeu alta do pronto-socorro nessa terça-feira (24) e se recupera em casa. Porém, os pais dela, Vicente Vieira de Oliveira e Maria Natividade Leite, ambos de 59 anos, Katiúcia de Souza Barbosa, de 36 anos, amiga da família, e Raimundo Nonato Leite, de 55 anos, irmão de Maria Natividade, estão na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do PS. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Maria Natividade teve 70% do corpo queimado, principalmente as regiões do rosto e do tórax, e está intubada. Katiúcia de Souza também chegou a ser intubada, mas já respira sem ajuda de aparelhos. Além de Vitória, também receberam alta Francisco Baldozir Leite, de 62 anos, Hudson Pereira de Souza, de 51, tios dela, e Diuliane Sobralino Rebouças, de 40 anos, esposa de Katiucia e amiga da família. "Foi tudo tão rápido, não deu tempo de nada. Meu tio, Francisco Baldozir, acho que por instinto, jogou todo mundo na água. Nem pensou em abafar, eu sai me arrastando e consegui apagar o fogo da minha perna", relembrou. Vitória Leite também ficou ferida e se recupera em casa após alta médica Reprodução Família celebrava aniversário O grupo comemorava o aniversário de Raimundo Nonato na casa dos pais de Vitória, no bairro Tropical, quando houve a explosão. Havia entre 14 e 15 pessoas na casa, entre elas crianças, no momento do acidente. Ela relembra que o pai, Vicente de Oliveira, e o aniversariante decidiram fazer o arroz carreteiro para aproveitar a carne que tinha sobrado do almoço. Vicente segurou o tacho, enquanto Raimundo Nonato colocou o álcool no reservatório e riscou o fósforo para acender o recipiente. Neste momento, Vitória lembra que houve uma grande explosão e o fogo saiu pegando em todos que estavam próximos. Ainda conforme a recepcionista, não havia botija de gás próximo e nem o tio jogou álcool para acender mais o fogo. Oito pessoas ficaram feridas no domingo (22) durante o preparo de um arroz carreteiro em Rio Branco Cedida "Quem estavam mais perto era meu pai e meu tio, a Diuliane, a Katiucia e o Hudson mas eu, minha mãe e meu tio estávamos em uma mesa mais distante conversando. Quando explodiu, o fogo foi para as laterais. Minha mãe foi a mais ferida, está com mais de 70% do corpo queimado", contou. As vítima tiveram queimaduras de 2º grau nos braços, no rosto, pernas e as costas. "Não conseguir ajudar ninguém porque cai no chão, sai me arrastando para tentar chegar à piscina, mas não consegui. Meu tio jogou minha mãe na piscina e todos os demais caíram também", recordou. Atendimento O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e encaminhou três ambulâncias para o local. Vitória foi no carro de um casal de amigos para o pronto-socorro e foi a primeira a chegar. Ela recorda também que a mãe chegou consciente ao hospital, fez a limpeza nos ferimentos sedada na sala de cirurgia e precisou ser intubada para preservar as vias respiratórias. "Está com a a frente toda e parte das costas queimadas e, como teve muita queimadura na parte do rosto e no tórax, para não forçar as vias respiratórias dela, preferiram resguardar essa parte. Está estável e não teve piora", disse. Ainda segundo a jovem, as vítimas internadas na UTI estão conscientes e a permanência é por precaução. "Tiveram a parte do tórax e dos braços muito queimados. Estão em observação, conversam e o quadro clínico é bom. Precisam ter só mais cuidado por conta dos ferimentos", refletiu. Corpo de Bombeiros orienta sobre segurança no manuseio do fogo Em casa, Vitória precisa ir diariamente em uma unidade de saúde fazer curativo e segue tomando a medicação necessária para curar os ferimentos. "Deus foi muito protetor com a gente porque tinham crianças no local, tinha mais gente que foi embora antes, pessoas que estavam na piscina e não se machucaram. Queimei só 15% do corpo e, apesar das dores, tive menos ferimentos", pontua. Após o susto, a recepcionista diz que a família se concentra e reversa nas visitas aos demais pacientes. Uma irmã dela que vive em Salvador, na Bahia, veio para o Acre para também ajudar. "Está sendo muito difícil, não posso ir visitar minha mãe, nem meu pai. Estou resolvendo tudo de cima de uma cama e tenho muita gente a agradecer. Toda ajuda é bem-vinda, ainda tem meu pai, meus tios e a família vai se dividir para ajudar", finalizou. Reveja os telejornais do Acre