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Projeto para trocar nome da Rua Peixoto Gomide avança na Câmara de SP; ex-senador que dá nome à via matou a própria filha

Proposta quer rebatizar rua entre Jardins e Bela Vista como Sophia Gomide. Projeto busca impedir homenagens públicas a autores de feminicídio e ainda precisa ...

Projeto para trocar nome da Rua Peixoto Gomide avança na Câmara de SP; ex-senador que dá nome à via matou a própria filha
Projeto para trocar nome da Rua Peixoto Gomide avança na Câmara de SP; ex-senador que dá nome à via matou a própria filha (Foto: Reprodução)

Proposta quer rebatizar rua entre Jardins e Bela Vista como Sophia Gomide. Projeto busca impedir homenagens públicas a autores de feminicídio e ainda precisa ser votado no plenário. Reprodução/TV Globo A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Municipal de São Paulo aprovou, na quarta-feira (11), um projeto de lei que propõe trocar o nome da Rua Peixoto Gomide, que passa pelos bairros Bela Vista e Jardim Paulista, na região central, por Rua Sophia Gomide. A proposta ainda precisa passar por votação no plenário da Casa. O projeto é de autoria das vereadoras Luna Zarattini (PT) e Silvia da Bancada Feminista (PSOL). Segundo as parlamentares, a mudança busca reparar uma homenagem concedida ao senador Francisco de Assis Peixoto Gomide Júnior, que matou a própria filha, Sophia Gomide, em 1906 por não aceitar o casamento dela. De acordo com a justificativa da proposta, a Câmara Municipal deu o nome do ex-senador à rua em 1914, sem mencionar o assassinato da filha nas homenagens oficiais. O parecer de legalidade foi aprovado em reunião na quarta, na CCJ, comissão responsável por analisar se os projetos são constitucionais antes de seguirem para votação no plenário. O único voto contrário foi do vereador Lucas Pavanato (PL). Projeto de lei em tramitação na Câmara da capital quer mudar nomes de ruas que homenageiam homens que mataram mulheres As autoras afirmam que o objetivo da proposta é fazer uma reparação histórica e dar dignidade à memória de Sophia Gomide. “Precisamos refletir sobre, e contestar, os nomes dos espaços em que pisamos, não só para que feminicidas não sejam exaltados, mas para que cada vez mais mulheres possam receber o destaque que lhes cabe”, disseram as vereadoras na justificativa do projeto. A proposta faz parte da campanha “Feminicida não é herói”, que reúne iniciativas para impedir homenagens públicas a autores de feminicídio na cidade. Nomes de ruas Além da Rua Peixoto Gomide, há outras vias citadas na mesma campanha e em projetos de lei ligados ao tema. São elas: Rua Moacir Piza – a proposta é mudar o nome para Nenê Romano, mulher assassinada pelo ex-companheiro Moacir Piza em 1923. Rua Alberto Pires – proposta de alteração para Dona Leonor de Camargo Cabral. Outro projeto relacionado ao tema (PL 483/2025), que proíbe a futura denominação de ruas e logradouros públicos com nomes de pessoas que tenham cometido feminicídio, já foi aprovado em primeira votação na Câmara. A expectativa é que a segunda votação aconteça ainda em março. Se aprovado, o texto seguirá para sanção do prefeito Ricardo Nunes (MDB).