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Por que a escolha do novo arcebispo de Aparecida (SP) é estratégica para a Igreja Católica no Brasil?

Santuário Nacional de Aparecida Lucas Tavares/g1 Com a aposentadoria de Dom Orlando Brandes, a Igreja Católica no Brasil se prepara para a escolha de um novo ...

Por que a escolha do novo arcebispo de Aparecida (SP) é estratégica para a Igreja Católica no Brasil?
Por que a escolha do novo arcebispo de Aparecida (SP) é estratégica para a Igreja Católica no Brasil? (Foto: Reprodução)

Santuário Nacional de Aparecida Lucas Tavares/g1 Com a aposentadoria de Dom Orlando Brandes, a Igreja Católica no Brasil se prepara para a escolha de um novo arcebispo para a Arquidiocese de Aparecida, no interior de São Paulo. A nomeação será feita pelo papa Leão XIV e é considerada estratégica por causa do peso simbólico e institucional da cidade. A nomeação do sucessor de Dom Orlando terá impacto na liderança do maior santuário mariano do mundo, que é também a maior igreja católica do Brasil. Sede do Santuário Nacional, a Basílica de Aparecida atrai milhões de fiéis de todo o Brasil e do mundo, tornando a escolha do próximo arcebispo uma decisão de relevância nacional. Foi em Aparecida, na região do Vale do Paraíba, que em 1717 pescadores encontraram a imagem de Nossa Senhora Aparecida no rio, testemunharam a pesca milagrosa, e passaram a ter devoção à santa, o que transformou o município em um dos principais destinos de peregrinação religiosa do país. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Para o padre Arnaldo Rodrigues, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), apesar de toda diocese ter importância, Aparecida tem uma visibilidade maior. Por isso, liderar essa comunidade católica é um desafio a mais para o religioso que receber a missão de ser arcebispo de Aparecida. Veja os vídeos que estão em alta no g1 “Olha, toda diocese tem a sua importância, a sua responsabilidade, a sua importância no cenário nacional. A de Aparecida tem sim uma relevância, um peso um pouco maior, por causa da visibilidade e também por causa do espaço que é o Santuário Nacional que fica ali", afirmou o padre da CNBB. "Ali vão pessoas do mundo inteiro, obviamente do Brasil inteiro, mas também pessoas de diversas partes do mundo também vão conhecer o santuário. É o maior santuário mariano do mundo. Então, tem uma relevância no cenário social, no cenário político, de uma forma mais expressiva. Toda diocese tem a mesma importância, mas a de Aparecida, obviamente, tem uma visibilidade maior", avaliou Arnaldo. Imagem encontrada em 1717 no Rio Paraíba do Sul fica em nicho blindado no Santuário Nacional em Aparecida Carlos Santos/G1 Segundo Arnaldo, a troca no comando religioso não significa uma mudança drástica para os fiéis. De acordo com o padre, a sucessão faz parte de um processo natural da Igreja, em que cada líder mantém a linha pastoral e, aos poucos, imprime características próprias. "Sempre que um bispo é nomeado para suceder o outro, a vida pastoral é uma continuidade. Ele não vai chegar lá inventando a roda. Ele vai dar continuidade ao trabalho que foi feito pelos predecessores dele, os que vieram antes dele. E é sempre assim, um bispo vai dando continuidade. É claro que todo bispo vai colocar um pouco da sua personalidade. Isso aí é natural. Mas ele vai dar continuidade ao trabalho e, depois, ao longo do tempo, ele vai implementando também algumas iniciativas próprias da sua condução", pontuou. "O bispo que vem depois do Dom Orlando, ele vai acompanhar toda a história do trabalho que o Dom Orlando fez. Dom Orlando também, quando chegou, acompanhou toda a história do trabalho do bispo anterior a ele, sucessivamente. A igreja exerce um trabalho de continuidade. E com essa continuidade, faz parte também de um processo sadio, saudável, de uma condução prudente também na presença da igreja naquele lugar", completou. Dom Orlando Brandes, arcebispo de Aparecida, no 12 de outubro em 2023 Thiago Leon/Santuário Nacional Sobre o legado de Dom Orlando, o padre da CNBB destaca a proximidade que o arcebispo conseguiu construir com os fiéis como o maior símbolo do trabalho religioso desenvolvido pelo arcebispo. "Dom Orlando, ele é um homem muito próximo do povo. Caminhei muitas vezes ali no Santuário de Aparecida e a gente vê um carinho muito grande das pessoas com ele. E não só as pessoas que são de Aparecida, mas também as pessoas que são de outros estados. Então, eu creio que o Dom Orlando vai deixar muito o dia que emeritar, o dia que ele se aposentar. Eu acredito que ele, inclusive, talvez permaneça por ali", disse. Para o padre da CNBB, essa marca de acolhimento de Dom Orlando reflete o próprio espírito do Santuário, conhecido como a “casa da mãe”, onde os romeiros se sentem recebidos. "O que ele vai deixar de legado é essa proximidade com o povo. E isso é importante porque, assim, isso mostra também como é o Santuário. O Dom Orlando, ele encarnou bem aquilo que é o Santuário. O padre reitor do Santuário diz que não existe coisa melhor que a nossa casa. Ele fala da casa da mãe também. Então, as pessoas que vão ali se sentem muito acolhidas", ponderou. "E Dom Orlando, ele também traz isso muito forte nele. As pessoas que encontram com ele, as pessoas que vão lá, as pessoas da comunidade local, de outros estados. Quando vão lá, sentem-se também acolhidas e têm um carinho muito grande por ele. Então, o próximo que vier, vai colher também esses frutos dessa proximidade que ele tem com o povo", finalizou. Dom Orlando Brandes, arcebispo do Santuário com Nossa Senhora Aparecida Gustavo Marcelino *Estagiária colaborou sob supervisão do g1. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina