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Policiais lamentaram atitude de tenente-coronel que insistiu em tomar banho durante ocorrência: 'Vai lavar a mão'

Policiais lamentaram atitude de tenente-coronel em tomar banho durante ocorrência Novas imagens do caso da morte da PM Gisele Alves, em São Paulo, mostram as ...

Policiais lamentaram atitude de tenente-coronel que insistiu em tomar banho durante ocorrência: 'Vai lavar a mão'
Policiais lamentaram atitude de tenente-coronel que insistiu em tomar banho durante ocorrência: 'Vai lavar a mão' (Foto: Reprodução)

Policiais lamentaram atitude de tenente-coronel em tomar banho durante ocorrência Novas imagens do caso da morte da PM Gisele Alves, em São Paulo, mostram as reações do tenente-coronel Geraldo Neto após a chegada da polícia no apartamento. Um mês após o crime, ele virou réu por feminicídio e fraude processual. Câmeras corporais registraram o momento em que o tenente-coronel insiste em tomar banho e é questionado pelos policiais. Veja no vídeo acima. Policial: O senhor não saiu do banho agora? Você falou que estava tomando banho. Geraldo Neto: Irmão, eu estava aqui tomando banho, daí eu escutei o barulho, eu abri a porta e vi a minha esposa. Eu peguei essa bermuda que estava aqui em cima, vesti a cueca e bermuda. Eu não cheguei a tomar banho, nem fiz a barba ainda, a barba eu faço durante o banho, fazia um minuto que eu estava embaixo do chuveiro. Policial: Você sabe da burocracia que é da PM, quanto mais rápido agilizar, e mais rápido. Geraldo Neto: Eu tenho 34 anos de serviço, eu sei o que eu estou falando. Então, eu vou tomar banho, irmão. Policial: O senhor não quer só colocar uma camiseta e um short rapidinho? Geraldo Neto: Não, eu não vou, não. Eu não estou bem para ir assim. Eu vou tomar banho. Os PMs comentam que no banho ele poderia eliminar vestígios: "Vai lavar a mão, cara. Ele está com cinto, está com tudo ali, né? Dentro do banheiro". Câmeras corporais registraram o momento em que o tenente-coronel insiste em tomar banho e é questionado pelos policiais Reprodução/TV Globo A perícia encontrou sangue no box onde Geraldo tomou banho, também em uma toalha e na bermuda que ele usava. A perícia encontrou sangue no box onde Geraldo tomou banho, também em uma toalha e na bermuda que ele usava Reprodução/TV Globo LEIA TAMBÉM: Novas imagens das câmeras corporais da PM mostram as reações do tenente-coronel Geraldo Neto após chegada da polícia Investigação e prisão A policial militar Gisele Alves Santana foi encontrada com um tiro na cabeça no apartamento onde morava, no Brás, região central de São Paulo, no dia 18 de fevereiro. As imagens que ajudaram na investigação do caso são das câmeras corporais de policiais que atenderam à ocorrência. As gravações mostram que, enquanto paramédicos tentavam socorrer Gisele, o tenente-coronel passou grande parte do tempo ao telefone e apresentou aos policiais a versão de que estaria tomando banho quando ouviu o barulho do tiro. Segundo ele, ao sair do banheiro, encontrou a esposa caída no chão da sala, com um disparo na cabeça, supostamente causado por um tiro disparado com a arma dele, que estaria guardada sobre o guarda-roupa. Com base na análise do local, nos vestígios encontrados e na trajetória do tiro, os peritos afirmam que o disparo não foi compatível com suicídio. A conclusão é de que Gisele foi segurada por trás e baleada do lado direito da cabeça, próximo à porta da varanda do apartamento. Geraldo Neto foi denunciado pelo Ministério Público e se tornou réu por feminicídio e fraude processual. A acusação sustenta que, além de matar a esposa, ele teria manipulado a cena do crime para simular um suicídio. Em depoimento, o tenente-coronel manteve a versão de que Gisele tirou a própria vida. A investigação também identificou indícios de um histórico de violência doméstica, incluindo violência psicológica, moral e financeira. Mensagens obtidas pela Polícia Civil mostram que era Gisele quem manifestava o desejo de se separar, contrariando a versão apresentada pelo marido de que pretendia encerrar o relacionamento. O caso ganhou ainda novos desdobramentos com denúncias de assédio sexual e moral feitas por outras policiais militares contra o tenente-coronel, que agora também são apuradas pela Corregedoria da PM. Para a família de Gisele, as conclusões da perícia e o avanço das investigações representam um passo importante. "É um sentimento que ameniza um pouco a dor. Claro, não sana dor, mas é gratificante para a família que está público e notório que ele que cometeu o feminicídio em desfavor da Gisele", afirmou o advogado dos parentes da vítima. Caso da PM morta em São Paulo. Fantástico Veja a reportagem completa no vídeo abaixo: Os detalhes que transformaram o tenente-coronel em réu pelo feminicídio da PM Gisele Alves Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.