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Pentágono e Casa Branca mantém tom de incerteza sobre a duração da guerra no Oriente Médio

Governo americano tem declarações contraditórias sobre guerra com Irã O Pentágono e a Casa Branca deram nesta terça-feira (10) declarações vagas sobre a...

Pentágono e Casa Branca mantém tom de incerteza sobre a duração da guerra no Oriente Médio
Pentágono e Casa Branca mantém tom de incerteza sobre a duração da guerra no Oriente Médio (Foto: Reprodução)

Governo americano tem declarações contraditórias sobre guerra com Irã O Pentágono e a Casa Branca deram nesta terça-feira (10) declarações vagas sobre a duração da guerra. O conflito tem baixo índice de aprovação entre os eleitores americanos. Desde o início da guerra, o presidente americano, Donald Trump, tem dito que o conflito vai durar até que todos os objetivos dos Estados Unidos sejam alcançados. Chegou a dizer que o único acordo possível é uma rendição completa. Questionada nesta terça-feira (10) sobre o que isso significa, a porta-voz da Casa Branca disse que Trump é quem vai determinar quando o Irã deixará de representar uma ameaça direta aos Estados Unidos e aos aliados. O secretário de Guerra, Pete Hegseth, foi na mesma linha. Disse que é o presidente quem decide se a guerra está no início, no meio ou no fim, e que Trump controla o acelerador da guerra. O Pentágono confirmou nesta terça-feira (10) que sete militares americanos morreram no conflito e cerca de 140 ficaram feridos - oito deles com gravidade -, mas a maioria já voltou aos combates. A Casa Branca já reforçou que as metas da guerra são: destruir o programa de mísseis balísticos do Irã; garantir que o país não construa uma arma nuclear; enfraquecer os grupos terroristas e extremistas financiados pelo Irã no Oriente Médio. “Os militares estão atingindo esses objetivos de forma rápida e eficiente, muito antes do previsto”, disse a porta-voz. Uma mudança de regime nunca esteve oficialmente nesta lista, apesar de Trump ter sinalizado que queria um novo líder “aceitável”. Pentágono e Casa Branca mantém tom de incerteza sobre a duração da guerra no Oriente Médio Jornal Nacional/ Reprodução O governo e o presidente têm dado sinais trocados sobre quanto tempo a guerra vai durar. Na semana passada, disse que duraria de quatro a cinco semanas. Na segunda-feira (9), o presidente afirmou que a guerra vai acabar muito em breve, mas não esta semana. Mais tarde, em uma rede social, fez novas ameaças: “Se o Irã fizer algo para impedir o fluxo de petróleo no Estreito de Hormuz, será atacado pelos Estados Unidos com força 20 vezes maior”. Preocupado com a alta do preço do barril de petróleo, o governo suspendeu por 30 dias sanções às importações de petróleo russo pela Índia. As restrições serviam como forma de pressão pelo fim da guerra com a Ucrânia. Trump está pressionado pelos impactos da guerra na economia global e pela desaprovação interna. Com tanta indefinição, os americanos não estão convencidos de que a guerra era necessária. Uma pesquisa mostrou que apenas 29% aprovam o conflito. Enquanto os sinais americanos são contraditórios, os motivos que levaram Israel a participar do conflito são declarados e antigos. Antes mesmo do anúncio de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo, o governo israelense já tinha ameaçado matar qualquer um que fosse o escolhido. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu tem dito que Israel só estará seguro se houver uma mudança de regime no Irã. Na segunda-feira (9), Netanyahu disse que a aspiração israelense “é permitir que o povo iraniano se livre do jugo da tirania”. O professor de Relações Internacionais Maurício Santoro ressalta que Israel e Estados Unidos estão alinhados, mas avalia que os americanos entraram na guerra sem uma estratégia exata para o fim do conflito e estão oscilando conforme os impulsos de Donald Trump. "Como muitas vezes acontece no governo Trump, existe uma indefinição maior, a impulsividade do presidente. E até o impacto de outros conflitos recentes. Por exemplo, esses grandes sucessos que o Trump conseguiu na Venezuela, de certo modo, o viciaram na possibilidade de que ele vai encontrar uma Delcy Rodríguez no Irã. Quer dizer, alguém da liderança na República Islâmica que vaia aceitar fazer todas as concessões e implementar uma agenda política americana. O que não há nenhum sinal de que isso vá acontecer no Irã. Pelo contrário". LEIA TAMBÉM Guerra no Irã: 11 dias de ataques no Oriente Médio em mapas Chefe do Conselho de Segurança do Irã ameaça Trump: 'Cuidado para não ser eliminado' Governo Trump monitora se Irã ativou 'células adormecidas' por meio de mensagens criptografadas Guerra no Irã deixou cerca de 140 soldados dos EUA feridos, diz Pentágono 'Bet da guerra': apostas em ataque dos EUA ao Irã levantam suspeitas de informação privilegiada