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MPF recorre ao TRF1 para manter no Pará ação sobre exploração de petróleo na Foz do Amazonas

Ibama autoriza exploração de petróleo na Foz do Amazonas O Ministério Público Federal (MPF) informou nesta quinta-feira (19) que recorreu ao Tribunal Regio...

MPF recorre ao TRF1 para manter no Pará ação sobre exploração de petróleo na Foz do Amazonas
MPF recorre ao TRF1 para manter no Pará ação sobre exploração de petróleo na Foz do Amazonas (Foto: Reprodução)

Ibama autoriza exploração de petróleo na Foz do Amazonas O Ministério Público Federal (MPF) informou nesta quinta-feira (19) que recorreu ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), em Brasília, para que a tramitação de uma das ações que contestam a exploração de petróleo na bacia da Foz do Amazonas continue no Pará. No mesmo recurso, o órgão voltou a solicitar a nulidade ou a suspensão imediata da licença ambiental concedida pelo Ibama à Petrobras. ✅ Clique e siga o canal do g1 PA no WhatsApp A ação original foi apresentada em 2025 por organizações da sociedade civil na Justiça Federal em Belém. O MPF entrou no processo como coautor e pediu a reavaliação integral dos impactos climáticos e socioculturais do projeto, além da anulação da licença. A Justiça Federal no Pará, no entanto, determinou a remessa do processo ao Amapá, alegando que já havia uma ação semelhante em tramitação naquele estado. Competência questionada No recurso, o MPF argumenta que a transferência do processo é juridicamente indevida e contraria o Código de Processo Civil e a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os procuradores afirmam que a ação no Amapá já foi sentenciada, o que inviabiliza o julgamento conjunto dos dois processos. Após mais de uma década de debate, Ibama autoriza Petrobras a fazer pesquisa exploratória na Bacia da Foz do Rio Amazonas Jornal Nacional/ Reprodução A Procuradoria também sustenta que as ações possuem naturezas distintas. Segundo o órgão, o processo no Amapá tratou de falhas procedimentais específicas, enquanto o do Pará tem abrangência maior. O MPF destaca que a 9ª Vara Federal do Pará é especializada em litígios ambientais e agrários e que, dos 18 municípios na área de influência direta do empreendimento, 17 estão localizados no Pará e apenas um no Amapá. Além disso, o estado do Pará concentra a maioria das comunidades quilombolas e extrativistas potencialmente afetadas. Para o MPF, manter o processo no estado é essencial para assegurar o acesso à Justiça e permitir a oitiva presencial dessas populações tradicionais. Vazamento em alto-mar No recurso, o MPF também menciona um novo fato que reforça a urgência da suspensão da licença. No dia 4 de janeiro deste ano, um incidente em um navio-sonda resultou no vazamento de 18,44 m³ de fluido de perfuração de base não aquosa (FPBNA) a uma profundidade de cerca de 2,7 mil metros. O órgão classifica o caso como grave e indicativo de risco ambiental. Pedidos ao TRF1 Diante do risco de danos contínuos e irreversíveis, o MPF solicita ao TRF1: Suspensão imediata dos efeitos da decisão que transferiu o processo para o Amapá; Anulação ou suspensão da licença de operação (LO), com paralisação das atividades no bloco FZA-M-59; Reconhecimento formal do MPF como coautor da ação; Confirmação da competência da Justiça Federal no Pará para julgar o caso. O recurso tramita no TRF1, em Brasília, sob apreciação da 1ª Região. Infográfico mostra o local em que a Petrobras vai explorar petróleo na bacia da Foz do Amazonas. Arte/g1 VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará Confira outras notícias do estado no g1 PA