Kassab diz que Bolsonaro não tem 'nenhuma vocação para a vida pública' e declara apoio 'incondicional' a Tarcísio
Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, durante evento do grupo Lide em São Paulo Reprodução/GloboNews O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, af...
Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, durante evento do grupo Lide em São Paulo Reprodução/GloboNews O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou nesta segunda-feira (27) que Jair Bolsonaro (PL) governou o país "sem nenhuma vocação para a vida pública" e teve desempenho pessoal "muito aquém da expectativa dos brasileiros" quando foi presidente. A declaração foi feita durante um encontro com empresários promovido pelo grupo Lide, em São Paulo, onde ele também criticou o PT, defendeu a candidatura de Ronaldo Caiado (PSD) à Presidência da República e declarou apoio "incondicional" à reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) no governo de São Paulo. Segundo Kassab, Bolsonaro chegou ao Planalto em um contexto de forte rejeição ao PT, mas não correspondeu às expectativas do eleitorado – o que abriu espaço para o retorno do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Vídeos em alta no g1 "[Na eleição de 2018] quem batesse no PT levava, o Brasil não podia mais ouvir falar no PT. E assume o presidente Bolsonaro, sinceramente sem nenhuma vocação para a vida pública. Não tem um bom desempenho pessoal, ao contrário um desempenho muito aquém da expectativa dos brasileiros, que queriam algo totalmente diferente", declarou o dirigente partidário. Kassab afirmou que o governo Bolsonaro foi sustentado por alguns poucos ministros que "conseguiram levar o governo até o final", citando Paulo Guedes, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Tereza Cristina (PP) como exemplos. "E ficamos por aí", completou. O dirigente partidário também fez críticas à atual administração do PT e defendeu que Ronaldo Caiado pode se beneficiar da alta rejeição dos dois primeiros colocados nas pesquisas eleitorais. "Hoje, vou ser sincero com vocês, não vejo o Lula nem o Bolsonaro ganhando a eleição", disse Kassab, sem mencionar diretamente o nome de Flávio Bolsonaro (PL), indicado pelo pai para disputar a presidência. Pré-candidatos à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) Reprodução Ele argumentou que as pesquisas de intenção de voto fora do período eleitoral não retratam com precisão o ambiente de campanha e tendem a favorecer os concorrentes favoritos num ambiente político polarizado. "Quem não tem recall só cresce na campanha", afirmou, citando exemplos de eleições passadas, quando foram vitoriosos candidatos que pontuavam pouco nas primeiras pesquisas. Pesquisa Quaest divulgada no último dia 15 mostra o presidente Lula com 37% de intenções de voto e o senador Flávio Bolsonaro com 32% no 1º turno da eleição presidencial. O pré-candidato do PSD, Ronaldo Caiado, aparece em terceiro lugar com 6%, em empate técnico com o o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), que teve 3% das citações. Ao defender a candidatura de Caiado, Kassab voltou a dizer que existe no país um forte desejo de mudança. "Ninguém aguenta mais a falta de respostas do governo federal – e os dois já foram governo – na questão da corrupção. Temos condições de mudar o Brasil se tivermos um bom governo e um governante com autoridade moral e que faça as reformas necessárias", declarou. Ao conversar com jornalistas, Kassab reafirmou que a chance de uma aliança do PSD com o PT no estado de São Paulo é "zero" e que o partido vai apoiar "incondicionalmente" a candidatura de Tarcísio à reeleição. "Na eleição de 2022 o PSD apoiou o Tarcísio, foi o primeiro partido. E agora, se aproximando a reeleição, nós temos a mesma posição, estamos com o Tarcísio incondicionalmente, não precisamos de nenhum cargo", disse Kassab.