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Justiça recebe denúncia contra 101 torcedores presos por briga entre torcidas de Ceará e Fortaleza

Mais de 350 pessoas são capturadas após briga de torcedores em Fortaleza Pelo menos 101 torcedores dos times Ceará e Fortaleza, que foram presos antes de um ...

Justiça recebe denúncia contra 101 torcedores presos por briga entre torcidas de Ceará e Fortaleza
Justiça recebe denúncia contra 101 torcedores presos por briga entre torcidas de Ceará e Fortaleza (Foto: Reprodução)

Mais de 350 pessoas são capturadas após briga de torcedores em Fortaleza Pelo menos 101 torcedores dos times Ceará e Fortaleza, que foram presos antes de um Clássico-Rei no dia 8 de fevereiro deste ano, devem perder a final do Campeonato Cearense 2026, entre os dois clubes, marcada para este domingo (8 de março). O grupo virou réu na Justiça Estadual e segue preso. A 11ª Vara Criminal recebeu a denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE) contra o grupo de torcedores, no último dia 2 de março. Siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp Os torcedores viraram réus pelos crimes de lesão corporal de natureza grave, dano, associação criminosa, desobediência, corrupção de menor e praticar violência em eventos esportivos. Torcedores entram em confronto em diversos bairros horas antes de partida entre Ceará x Fortaleza Reprodução LEIA TAMBÉM: Justiça libera 89 torcedores presos após brigas durante Clássico-Rei, em Fortaleza 'PDF da corrida': Mulher é indiciada por vazar conversas de WhatsApp em que treinador criticava alunos em Fortaleza O juiz ressaltou, na decisão, que, sobre o crime de associação criminosa, "é de se ressaltar que os indícios de materialidade e autoria se revelam, no caso concreto, pelo histórico das torcidas organizadas na formação de grupos criminosos, o que faz prevalecer nesta fase de recebimento da denúncia o princípio in dubio pro societate, sem prejuízo de análise mais específica sobre a conduta de cada denunciado durante a instrução criminal". Na denúncia, a 144ª Promotoria de Justiça de Fortaleza detalhou que os 101 torcedores foram presos antes do Clássico-Rei (jogo entre os times de futebol Ceará e Fortaleza) do dia 8 de fevereiro deste ano. Naquele dia, unidades da Polícia Militar "deflagraram intervenção para conter violento confronto entre integrantes de torcidas organizadas dos dois clubes, com especial destaque para segmentos identificados como Força da Galera — TFG (antiga TUF) e Torcida Organizada do Ceará — TOC, além de dissidências correlatas", segundo o MPCE. "A intervenção concentrou-se, dentre outros pontos, na Rua Doutor Valmir Pontes e adjacências do Bairro Edson Queiroz, registrando-se cenário de acentuada barbárie e grave ruptura da paz pública", acrescentou a 144ª Promotoria de Justiça de Fortaleza. Grupo liberado pela Justiça Justiça libera 89 torcedores presos após brigas durante Clássico-Rei, em Fortaleza. Outro grupo, de 89 torcedores, envolvidos em outra briga antes do Clássico-Rei, foi liberado pela Justiça do Ceará. Os torcedores foram soltos no dia 23 de fevereiro deste ano, e a informação foi repassada pelo Tribunal de Justiça do Ceará dois dias depois. No vídeo, alguns homens apareceram saindo da Unidade Prisional de Triagem e Observação Criminológica (UP-TOC), localizada no Complexo Penitenciário de Aquiraz, na região metropolitana de unidade é a "porta de entrada" do sistema prisional do estado. De lá, é feita a distribuição dos detentos para outros presídios. A 7ª Vara Criminal da Comarca de Fortaleza informou que para revogar as prisões preventivas foi considerada a primariedade dos réus, que não possuem antecedentes criminais ou infracionais, e não estão envolvidos em outros inquéritos ou ações penais. Esses torcedores devem cumprir medidas cautelares, como: proibição de deixar a cidade de Fortaleza sem autorização judicial comparecimento periódico à Coordenadoria de Alternativas Penais restrição de acesso a estádios de futebol em um raio de cinco quilômetros nos dias de jogos do Ceará e do Fortaleza. Torcedores liberados pela Justiça são réus primários mas vão cumprir medidas cautelares. Reprodução Ordem de facção proíbe brigas de torcidas As autoridades cearenses investigam ameaças de uma facção criminosa proibindo brigas entre torcedores do Ceará e Fortaleza, espalhadas nas redes sociais após o jogo do dia 8 de fevereiro. Já no último Clássico-Rei, ocorrido no dia 1º de março, não houve registro de brigas. Após a circulação de mensagens com ordens atribuídas a facção, representantes de duas das maiores torcidas organizadas dos clubes cearenses gravaram vídeos renunciando aos cargos. Presidentes de torcidas organizadas do Ceará e Fortaleza renunciam aos cargos. Nas imagens, Weslley Paulo (conhecido como Dudu) e Anderson Xiboi afirmaram que não são mais líderes da Torcida Organizada Cearamor (TOC) e Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF), respectivamente. No entanto, não há ainda confirmação se as saídas foram causadas pelos “salves” da facção criminosa. O g1 entrou em contato com ambos os ex-presidentes, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem. Nas mensagens que circulam nas redes sociais, a facção teria proibido as brigas entre torcedores, pois os conflitos “trazem problemas para a organização [o grupo criminoso] e sistema para dentro da quebrada” — em referência à presença de policiais que são acionados para as brigas. O g1 questionou a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará sobre as mensagens da facção. Em nota, o órgão informou que a Polícia Civil do Ceará apura todas as informações de ações criminosas que chegam ao conhecimento das autoridades policiais. A SSPDS reforça que setores de Inteligências das Forças de Segurança do Estado auxiliam os trabalhos policiais. MP investiga ordem de facção proibindo brigas de torcidas após saídas de líderes de organizadas no Ceará. Reprodução Assista aos vídeos mais vistos do Ceará: