Justiça determina que vereadora de Salvador e filho paguem pensão e próteses a atleta que foi atropelado e teve perna amputada
Motorista preso por atropelar corredor faz parte do grupo cristão Legendários Redes sociais A Justiça determinou que a vereadora Débora Santana (PSDB) e o f...
Motorista preso por atropelar corredor faz parte do grupo cristão Legendários Redes sociais A Justiça determinou que a vereadora Débora Santana (PSDB) e o filho dela, Cleydson Cardoso Costa Filho, paguem pensão mensal e custeiem duas próteses para o atleta Emerson Silva Pinheiro, atropelado na orla da Pituba, em Salvador. A decisão, em caráter de urgência, também obriga eles a manter o tratamento médico e a moradia adaptada da vítima. O acidente aconteceu no dia 16 de agosto de 2025, no bairro da Pituba — área nobre da capital baiana. O administrador e empresário Cleydson Cardoso Costa Filho, de 26 anos, foi preso em seguida, com sinais de embriaguez e apontado como o condutor do carro que atropelou Emerson. Em setembro de 2025, a Justiça tornou o motorista réu por tentativa de homicídio, com dolo eventual, e concedeu liberdade a ele. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Segundo Losangela Passos, advogada de Emerson, a vereadora Débora Santana está na condição de ré em razão da sua assunção voluntária de responsabilidade e do comportamento concludente adotado desde o ocorrido. "Ela assumiu publicamente, em nota veiculada na imprensa, que compõe as provas do processo, e adotou uma posição de garantidora da reparação civil, prestando assistência material, inclusive pagamento de ajuda mensal. Além disso, criou em Emerson uma legitima expectativa de que proveria o suporte necessário à sua sobrevivência e reabilitação, inclusive, verbalizando em reunião presencial com ele que 'ganhou mais um filho'", afirmou a advogada. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O processo envolve uma ação de indenização por danos materiais, morais e estéticos movida por Emerson. Por causa do impacto do atropelamento, o atleta sofreu lesões gravíssimas: teve a perna direita amputada e sofreu fraturas complexas na perna esquerda. Corredor que teve perna amputada em atropelamento desabafa após alta: 'Próximo desafio é ficar de pé' Na decisão, a Justiça entendeu que há indícios suficientes da responsabilidade de Cleydson e Débora Santana e risco de agravamento do quadro clínico da vítima. A Justiça destacou que a interrupção do tratamento já causou prejuízos físicos, como perda de mobilidade e desenvolvimento de fibrose. Pela decisão, os dois deverão cumprir, de forma solidária: pagamento de pensão mensal provisória de R$ 3 mil; custeio integral do aluguel de um imóvel adaptado, incluindo condomínio e IPTU; manutenção contínua do tratamento médico e fisioterápico; compra de duas próteses, sendo uma para uso cotidiano e outra esportiva, no prazo de 15 dias. A Justiça também levou em consideração que a vereadora chegou a custear parte das despesas de forma voluntária após o acidente, o que gerou no atleta a expectativa de continuidade da assistência. No entanto, segundo a decisão judicial, os pagamentos teriam sido interrompidos após a soltura de Cleydson, o que teria agravado o estado de saúde da vítima. Ainda de acordo com a decisão, a moradia adaptada é essencial, já que a casa original da família de Emerson não possui acessibilidade. Relembre o caso Testemunhas relataram que o motorista não tinha condições de se manter em pé nem de falar corretamente após o atropelamento. “O condutor já estava no fundo da viatura da PM, sem condições de conversar, cambaleando, e em visível estado de embriaguez”, afirmou a agente de trânsito Cláudia Silva Nunes. Inicialmente, o caso foi registrado como lesão corporal culposa, mas o Ministério Público da Bahia (MP-BA) alterou a tipificação para tentativa de homicídio qualificado. O órgão entendeu que o motorista, ao dirigir com a capacidade psicomotora alterada, assumiu o risco de matar, além de ter surpreendido a vítima em um espaço destinado à prática esportiva, dificultando a defesa. Após deixar o sistema prisional, Cleydson passou a cumprir medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, proibição de dirigir, restrição de circulação noturna e afastamento da vítima e familiares. A defesa do motorista agora pede a flexibilização de parte dessas medidas, incluindo a retirada da tornozeleira, o fim do recolhimento noturno em fins de semana e feriados e autorização para sair de Salvador. Emerson Pinheiro foi atropelado em Salvador Reprodução/Redes Sociais LEIA TAMBÉM: Homem morre após ser atropelado por motocicleta em Salvador Idoso de 87 anos morre atropelado por carro após tentar atravessar principal avenida de Salvador Homem morre após ser atropelado no interior da Bahia; motorista fugiu sem prestar socorro Veja mais notícias do estado no g1 Bahia Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻