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Irmãs tentam reconstruir fábrica e retomam produção de salgados após incêndio: 'Lá na frente vamos ganhar muito mais'

Antes e depois da loja de salgados Initial plugin text As irmãs Rildjane Alves, de 46 anos, e Roseane Alves, de 39, retomaram a produção de salgados de festa...

Irmãs tentam reconstruir fábrica e retomam produção de salgados após incêndio: 'Lá na frente vamos ganhar muito mais'
Irmãs tentam reconstruir fábrica e retomam produção de salgados após incêndio: 'Lá na frente vamos ganhar muito mais' (Foto: Reprodução)

Antes e depois da loja de salgados Initial plugin text As irmãs Rildjane Alves, de 46 anos, e Roseane Alves, de 39, retomaram a produção de salgados de festa na fábrica destruída por um incêndio no bairro Centenário, em Boa Vista. Agora, elas tentam reconstruir o espaço onde há oito anos funcionava a empresa familiar. Antes do incêndio, elas vendiam cerca de 200 centos de salgados por semana. O preço variava de R$ 45 a R$ 90. A empresa, RR Salgados, tem 12 pessoas envolvidas no trabalho, entre familiares e funcionários. O faturamento mensal chegava a uma média de R$ 42 mil. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Mesmo com o espaço destruído, as irmãs sacudiram a poeira e estão dando a volta por cima. Elas improvisaram uma área em casa para atender os clientes conquistados ao longo dos anos. Nessa quarta-feira (11), voltaram a produzir. "Temos muita fé. Então, não nos desesperamos. A gente acredita que às vezes, na vida ,é preciso dar um passo para trás para depois dar dois para frente. E também pensamos nas famílias dos funcionários que dependem da loja". Como a estrutura agora é menor, os pedidos precisam ser agendados. Em apenas dois dias, elas já receberam 29 encomendas. Todos os funcionários continuam na empresa, mas estão trabalhando em sistema de revezamento. Investimento de 8 anos destruído em minutos O incêndio atingiu a fábrica de salgados no dia 5 de março. O fogo também alcançou um estabelecimento ao lado, de serviços automotivos. Não houve vítimas, apenas danos materiais. O fogo queimou três freezers horizontais, um freezer vertical, uma geladeira, três fritadeiras, uma amassadeira, um liquidificador industrial, três mesas de inox, duas centrais de ar-condicionado, um climatizador e 2 mil caixas usadas para embalar os centos de salgados. "Em poucos minutos vimos todo o investimento de oito anos sendo consumido pelo fogo". As duas são naturais da Paraíba. Rildjane também é professora e chegou a Roraima há 23 anos. A irmã, veio depois. Do local, restaram apenas uma geladeira, dois freezers e a máquina responsável por produzir os salgados, que, segundo a professora, “é o coração da loja”. Divisão de tarefas Por ser professora, Rildjane cuida da parte administrativa, enquanto a irmã é responsável pela produção dos salgados. Ao longo dos oito anos, a fábrica sempre funcionou no mesmo local ocorreu o incêndio. Segundo Rildjane, "a empresa acabou se tornando familiar, a família foi abraçando a causa e crescendo junto". "A gente começou sem conhecer nada, fomos pesquisando, comprando máquinas e testando. Dia após dia fomos crescendo, trocando maquinário e nos aprimorando. A loja ajudou muito. Na época [em que começamos] nossos filhos eram menores e hoje já são adolescentes". Ao ser perguntada sobre o que deseja para o futuro, Rildjane não hesita: quer "coisas maiores". "Perdemos muita coisa, mas também estamos ganhando visibilidade. Muitos clientes que não conheciam a loja passaram a conhecer e a se sensibilizar com a situação. Acreditamos que, mesmo com essa perda, lá na frente vamos ganhar muito mais, com uma loja nova, equipamentos novos e ainda mais vontade de crescer". Por ser professora, Rildjane cuida da parte administrativa, enquanto a irmã é responsável pela produção dos salgados. Arquivo Loja de salgados antes do incêndio Arquivo Na loja, tem 12 pessoas envolvidas no trabalho, entre familiares e funcionários. Arquivo Loja de salgados antes do incêndio Arquivo Incêndio atinge dois estabelecimentos em Boa Vista Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.