Irã diz que vai intensificar ataques contra Israel e Estados Unidos no Oriente Médio
Irã ataca empresas americanas no Golfo Pérsico Depois do discurso de Donald Trump, o governo do Irã negou que a capacidade militar do país tenha sido destru...
Irã ataca empresas americanas no Golfo Pérsico Depois do discurso de Donald Trump, o governo do Irã negou que a capacidade militar do país tenha sido destruída e disse que vai intensificar os ataques contra Israel e os Estados Unidos no Oriente Médio. Explosões sucessivas definem a quinta semana da ofensiva americana, iniciada junto com Israel no fim de fevereiro. Imagens divulgadas pelo Comando Central dos Estados Unidos mostram ataques aéreos contra múltiplos alvos no Irã. E o presidente americano postou um vídeo que mostra a destruição da maior ponte do Irã, em Karaj. Israel também ampliou os ataques contra posições consideradas estratégicas na região. O discurso de Trump, apesar da falta de fatos novos, provocou reação. As autoridades iranianas rejeitam as declarações de que suas capacidades foram enfraquecidas e ameaçam operações ainda mais intensas. O comando militar iraniano divulgou imagens de reuniões e videoconferências. O comandante afirmou que a população sustenta o esforço de guerra. Em resposta aos ataques americanos e israelenses, o Irã lançou uma nova onda de bombardeios coordenados com os aliados na região. O Hezbollah lançou mais de 100 foguetes, e os rebeldes houthis, no Iêmen, também dispararam contra Israel. Sirenes tocaram em Tel Aviv e Jerusalém, e um míssil atingiu a cidade de Pekah Tikva, no centro de Israel. O Irã cumpriu a ameaça de bombardear empresas americanas na região. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atingido um data center da empresa de tecnologia Oracle, em Dubai. A companhia diz que as operações seguem normais. Na quarta-feira (1º), um centro de computação da Amazon no Bahrein sofreu danos em um ataque. Irã diz que vai intensificar ataques contra Israel e Estados Unidos no Oriente Médio Jornal Nacional/ Reprodução No Líbano, Israel afirma ter atingido posições do Hezbollah, incluindo depósitos de armas e locais de lançamento de foguetes. A navegação pelo Estreito de Ormuz foi tema de debates intensos nesta quinta-feira (2) ao redor do planeta. Quase 40 países, liderados pelo Reino Unido, discutiram uma ação conjunta para liberar a passagem dos petroleiros, depois que os Estados Unidos indicaram que a segurança deveria ser assumida pelas nações que usam aquela rota. “Vimos o Irã sequestrar uma rota marítima internacional para manter a economia global como refém”, afirmou a ministra das Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper. Os países avaliam medidas diplomáticas e também ações de segurança para proteger navios e retomar a navegação. Apesar dos esforços, a abertura do estreito depende do fim dos combates. Em visita à Coreia do Sul, o presidente da França, Emmanuel Macron, disse que uma operação para controlar militarmente o estreito seria irreal e que é preciso haver um consenso com o Irã. Teerã afirmou que negocia com Omã um acordo para fiscalizar o tráfego de navios na região, mas só depois do fim da guerra. E países do Golfo discutem a construção de novos oleodutos para reduzir a dependência do estreito. Já o governo da China defendeu que apenas um cessar-fogo pode devolver a segurança à região. LEIA TAMBÉM Sem EUA, Reino Unido reúne 40 países para discutir bloqueio do Estreito de Ormuz e diz que Irã faz 'economia global refém' Como falas de Trump mexem no preço do petróleo - e como ele reage com respostas do Irã China culpa EUA e Israel por bloqueio no Estreito de Ormuz, e Rússia diz estar 'pronta para ajudar' a resolver guerra no Irã