cover
Tocando Agora:
A RÁDIO CIDADE . TOP - FELIZ 2026!!!

Irã diz que postura dos EUA sobre seu programa nuclear se tornou 'mais realista'

Ali Khamenei e Donald Trump Gabinete do Líder Supremo do Irã via AP; AP Photo/Evan Vucci O Irã afirmou, nesta segunda-feira (16), que a postura dos Estados U...

Irã diz que postura dos EUA sobre seu programa nuclear se tornou 'mais realista'
Irã diz que postura dos EUA sobre seu programa nuclear se tornou 'mais realista' (Foto: Reprodução)

Ali Khamenei e Donald Trump Gabinete do Líder Supremo do Irã via AP; AP Photo/Evan Vucci O Irã afirmou, nesta segunda-feira (16), que a postura dos Estados Unidos sobre seu programa nuclear "se tornou mais realista", às vésperas de uma segunda rodada de negociações. "Uma avaliação cautelosa é que, a partir das conversas que ocorreram em Mascate (Omã), pelo menos o que nos foi informado é que a postura dos Estados Unidos sobre a questão nuclear iraniana se tornou mais realista", declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, citado pela agência oficial de notícias Irna. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Os Estados Unidos e o Irã iniciarão na terça-feira (17) em Genebra, na Suíça, um segundo ciclo de negociações nucleares, sob mediação de Omã. No início de fevereiro, negociadores dos dois países se encontraram em Mascate e teve "atmosfera muito positiva", segundo Teerã. No entanto, ambos os lados adotam cautela e o governo Trump não descartou um ataque militar direto contra o território iraniano. Há alguns meses, em junho de 2025, uma tentativa de negociações falhou quando Israel iniciou uma guerra sem precedentes contra a república islâmica. O conflito se estendeu por 12 dias e os EUA participaram dos bombardeios. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Antes das negociações, o porta-voz afirmou que o Irã busca a revogação das sanções norte-americanas que agravam a crise econômica. "O tempo é essencial para nós. Nosso povo está sob a pressão opressiva das sanções, e a razão e a lógica exigem que essas sanções sejam levantadas o quanto antes", acrescentou. O principal ponto de fricção é o estoque de urânio enriquecido do Irã, que antes da guerra pode ter atingido um patamar de 60% e que os Estados Unidos insistem em reduzir a zero. O Irã insiste que seu programa nuclear é meramente para fins pacíficos, e disse estar disposto se submeter a "inspeções" para provar isso. O ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, encontrou-se com o chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, nesta segunda-feira. Ambos afirmaram que tiveram uma discussão "aprofundada" sobre questões nucleares. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou no domingo que um possível acordo deve incluir como condições que "todo o material enriquecido deve sair do Irã" e o desmantelamento do "equipamento e da infraestrutura que permitem o enriquecimento de urânio". O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, disse nesta segunda que fazer um acordo com o Irã "será difícil" e chamou os aiatolás iranianos, que governam o país, de radicais. A retomada das conversas em fevereiro ocorreu em meio às ameaças dos Estados Unidos de uma ação militar, depois que Washington mobilizou o porta-aviões "USS Abraham Lincoln". LEIA TAMBÉM: Irã está pronto para abrir mão de urânio enriquecido pelo fim das sanções, diz autoridade nuclear iraniana Irã realiza novo exercício militar no Estreito de Ormuz na véspera de negociações nucleares com os EUA EUA vão enviar o maior porta-aviões do mundo, usado na Venezuela, para o Oriente Médio