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Investigação aponta uso de criptomoedas para ocultar dinheiro em esquema ligado a MC Ryan SP

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Investigação aponta uso de criptomoedas para ocultar dinheiro em esquema ligado a MC Ryan SP
Investigação aponta uso de criptomoedas para ocultar dinheiro em esquema ligado a MC Ryan SP (Foto: Reprodução)

14543272 Uma investigação da Polícia Federal aponta que criptomoedas foram usadas para ocultar a origem de recursos em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao funkeiro MC Ryan SP, preso na última semana. A operação, que também levou à prisão de MC Poze do Rodo, apura a movimentação de valores milionários provenientes de atividades ilegais, como jogos clandestinos e tráfico de drogas. Segundo a PF, a conversão era feita com o auxílio do contador Rodrigo Morgado, apontado como peça central da organização. O Fantástico obteve acesso a um áudio de uma conversa entre Rodrigo e MC Ryan, que mostra menções ao uso de bitcoins e a pedidos de conversão de valores: “Você consegue fazer um favor para mim lá do bagulho do bitcoins? Tem o que a gente conta ali para pegar, mano”, disse Ryan. Em outra conversa, Rodrigo orientava sobre como esconder bens: “Aqui nós não brincamos em serviço não, meu amigo, não coloca no nome do Rian. Proteção patrimonial, lembra que eu te falei aquele dia”. Investigação da PF: áudios inéditos ligam MC Ryan e MC Poze do Rodo a esquema de R$ 1,6 bilhão Investigação aponta uso de criptomoedas para ocultar dinheiro em esquema ligado a MC Ryan SP Reprodução/TV Globo Investigações e operação Além das criptomoedas, o grupo utilizava o fracionamento de transferências bancárias como estratégia. De acordo com a PF, grandes quantias eram divididas em centenas de depósitos menores para reduzir a chance de identificação por sistemas de monitoramento financeiro. A investigação também aponta que redes sociais eram usadas para impulsionar ganhos com publicidade de plataformas de jogos ilegais. Em um dos casos, o cachê para divulgação poderia chegar a R$ 400 mil por dia, com pagamentos realizados por meio de intermediários e empresas. Outro ponto identificado foi o uso de estabelecimentos comerciais para movimentação de dinheiro. Um restaurante em São Paulo, ligado a pessoas próximas a MC Ryan, teria recebido depósitos de mais de 150 indivíduos, com valores considerados incompatíveis com o serviço prestado, levantando suspeitas de lavagem de dinheiro. A PF afirma ainda que contas de investigados foram utilizadas para movimentar recursos de diferentes origens ilícitas, incluindo tráfico de drogas e crimes financeiros. Parte dessas conexões teria ligação com organizações criminosas atuantes no país. Durante a operação, realizada em oito estados e no Distrito Federal, foram cumpridos mandados de prisão e apreendidos bens avaliados em cerca de R$ 20 milhões. Em nota, a defesa de MC Ryan SP negou as acusações e afirmou que o artista possui contratos que justificam suas movimentações financeiras. Já os advogados de MC Poze do Rodo também negaram qualquer envolvimento com atividades ilegais e disseram que irão apresentar esclarecimentos à Justiça. Operação da PF mira MC Ryan e MC Poze do Rodo em investigação sobre esquema bilionário de lavagem de dinheiro Reprodução/TV Globo Veja a reportagem completa no vídeo abaixo: MC Ryan e MC Poze do Rodo: o que a PF investiga no mundo do funk. Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.