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Enchentes que mataram 185 pessoas no Rio Grande do Sul completam 2 anos

Enchente no Rio Grande do Sul completa 2 anos Nesta semana, as enchentes que mataram 185 pessoas no Rio Grande do Sul completam dois anos. E a previsão de chuv...

Enchentes que mataram 185 pessoas no Rio Grande do Sul completam 2 anos
Enchentes que mataram 185 pessoas no Rio Grande do Sul completam 2 anos (Foto: Reprodução)

Enchente no Rio Grande do Sul completa 2 anos Nesta semana, as enchentes que mataram 185 pessoas no Rio Grande do Sul completam dois anos. E a previsão de chuva intensa chama atenção para o sistema de proteção contra cheias no estado. As sirenes instaladas em três zonas de risco de Santa Cruz do Sul tocam sempre que o nível do Rio Pardinho começa a subir. Na enchente de 2024, o aposentado Xavier Pranke fugiu de barco. Hoje, ele se sente mais protegido: "Aí dá tempo para a gente pegar o carro e uma meia dúzia de peças de roupa e deixar o resto para trás”. Em Lajeado, câmeras e sensores monitoram os rios que deságuam no Taquari para antecipar inundações. "Eu sei onde ela vai chegar com antecedência, a gente vai lá retirar as pessoas antes que a água chegue nas casas”, diz Marcelo Maya, coordenador da Defesa Civil de Lajeado. Em Porto Alegre e na Região Metropolitana, casas de bombas, diques e comportas receberam reforços. Mas ainda há pontos vulneráveis, e os moradores cobram soluções. "É porque a maioria dos moradores daqui ficou aguardando em cima de telhados, e a gente não quer passar por isso”, diz a confeiteira Kátia Leal. A possibilidade de um novo El Niño para o segundo semestre mantém o estado em alerta. O fenômeno climático foi um dos fatores que contribuíram para as chuvas em excesso de 2024. A prefeitura anunciou uma obra emergencial para proteger a região do aeroporto de Porto Alegre, que há dois anos ficou debaixo d’água. "Fazer a contratação emergencial e começar a execução. Essa obra tem que estar pronta até final de julho, início de agosto, tem que estar pronta”, diz Sebastião Melo, do MDB, prefeito de Porto Alegre. Enchentes que mataram 185 pessoas no Rio Grande do Sul completam 2 anos Jornal Nacional/ Reprodução As enchentes destruíram, no Rio Grande do Sul, mais de 100 mil moradias. Devolver casas novas para a população ainda é um desafio para os governos. Em Canoas, onde mais da metade da população foi prejudicada pela enchente, em um condomínio vão morar 200 famílias até o fim de 2026. A dona de casa Gabriela da Silva Fagundes visitou, pela primeira vez, o futuro apartamento na obra do governo federal. "A gente que não tem casa, é uma felicidade enorme para nós. E aqui eu vou estar segura com meus filhos”, diz. Quinhentas famílias ainda vivem em moradias provisórias no Rio Grande do Sul. "Tem que ir aguentando até que venham as casinhas. Tem dias que eu chego até a sonhar com a casa”, conta uma mulher. Outras centenas de pessoas recebem aluguel social enquanto esperam pelas casas definitivas. "São cerca de 2,5 mil moradias que o Estado projeta executar. Cerca de 200 delas já foram entregues, e a gente deve ter, até o final deste ano, pelo menos mil moradias entregues nessas diversas áreas”, afirma Eduardo leite, do PSD, governador do Rio Grande do Sul. Muitas famílias se reorganizaram por conta própria. A dona de casa Veridiana Alves Blanck e o marido moravam em um bairro que não pode mais ser habitado, em Estrela. Hoje, o casal aluga uma casa em uma área segura de Lajeado, no Vale do Taquari. "A vida passa a ter um novo sentido, e a gente está tentando recomeçar”, diz Veridiana Alves Blanck. LEIA TAMBÉM Dois anos depois da enchente histórica, RS está mais preparado? Veja o que mudou e o que falta Principal ponto turístico de Porto Alegre ainda tem marcas da enchente de 2024