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Doze municípios do AM estão em situação de emergência devido à cheia dos rios, diz Defesa Civil

Alerta de cheia no AM: Serviço Geológico divulga análise dos níveis dos rios para 2026 Doze dos 62 municípios do Amazonas estão em situação de emergênc...

Doze municípios do AM estão em situação de emergência devido à cheia dos rios, diz Defesa Civil
Doze municípios do AM estão em situação de emergência devido à cheia dos rios, diz Defesa Civil (Foto: Reprodução)

Alerta de cheia no AM: Serviço Geológico divulga análise dos níveis dos rios para 2026 Doze dos 62 municípios do Amazonas estão em situação de emergência por risco de inundação devido à cheia dos rios e mais de 112 mil pessoas estão sendo afetadas. A informação consta no Boletim Operação Cheia, divulgado nesta quarta-feira (1º) pela Defesa Civil do estado. As cidades afetadas estão distribuídas em diferentes calhas de rios e enfrentam impactos provocados pelo aumento no nível das águas. No estado, os rios começam o processo de cheia entre outubro e novembro, após o fim da seca. Os níveis costumam subir gradativamente até o mês de junho, quando atingem seus ápices. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp De acordo com o órgão, estão estado de emergência: Atalaia do Norte Benjamin Constant Boca do Acre Canutama Carauari Eirunepé Itamarati Juruá Lábrea Santo Antônio do Içá Tabatinga Tapauá A classificação de emergência indica que essas cidades já sofrem consequências diretas da subida dos rios, como alagamentos em áreas urbanas e rurais, dificuldades de acesso a comunidades e prejuízos à infraestrutura. Ainda de acordo com o levantamento da Defesa Civil, outros sete municípios estão em estado de alerta, 15 permanecem em estado de atenção e 28 encontram-se em estado de normalidade — incluindo a capital Manaus. A Defesa Civil informou que segue monitorando os níveis dos rios em todo o estado e prestando apoio às prefeituras na adoção de medidas de resposta e assistência às famílias atingidas pela cheia. Cheia antecipada do rio Purus afeta moradores e produtores rurais no sul do Amazonas Reprodução Rio Negro em Manaus Nesta quarta-feira, o Rio Negro atingiu a marca de 25,50 metros em Manaus. O nível é 57 centímetros menor do que o registrado no mesmo dia do ano passado, quando o rio estava com 26,07 metros. De acordo com o Serviço Geológico do Brasil, responsável pela medição, a expectativa é de que o rio continue em processo de cheia até meados de junho. Na capital, a previsão é de que o Rio Negro ultrapasse a cota de inundação este ano. Conforme o 1º Alerta de Cheias do Amazonas de 2026, divulgado pelo órgão na terça-feira (31), a previsão é que o rio Negro atinja cerca de 28,3 metros, podendo variar entre 27,55 m e 29,07 m. A probabilidade de o nível ultrapassar a cota de inundação, que é de 27,50 m, é de 92%. Já o risco de alcançar a cota de inundação severa (29 m) é de 12%, enquanto a chance de superar a marca histórica de 30,02 m, registrada em 2021, é de apenas 1%. Moradores podem sacar FGTS por calamidade Com o reconhecimento da situação de emergência, moradores de Eirunepé, Itamarati e Boca do Acre também poderão solicitar o saque do FGTS por calamidade. Segundo a Caixa Econômica Federal, trabalhadores que moram nas áreas afetadas podem retirar até R$ 6.220 por conta do FGTS, desde que tenham saldo disponível e não tenham feito saque pelo mesmo motivo nos últimos 12 meses. O pedido pode ser feito de forma digital pelo aplicativo FGTS, sem necessidade de ir a uma agência. Para solicitar o benefício, o trabalhador precisa enviar documentos como identidade, comprovante de residência e uma foto segurando o documento. O prazo para pedir o saque vai até 11 de junho de 2026. Itamarati decreta emergência e vira terceiro município afetado pela cheia no Amazonas Reprodução/Redes Sociais