Deputado democrata é retirado por protestar em discurso de Trump
Deputado democrata Al Green segura cartaz em protesto contra Trump momentos antes do discurso do Estado da União REUTERS/Evelyn Hockstein O deputado democrata ...
Deputado democrata Al Green segura cartaz em protesto contra Trump momentos antes do discurso do Estado da União REUTERS/Evelyn Hockstein O deputado democrata dos Estados Unidos Al Green, do Texas, foi retirado por seguranças do plenário após erguer um cartaz de protesto no início do discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Deputado do Texas segurava uma placa com a frase "negros não são macacos". Recentemente, Trump fez uma publicação nas redes sociais com um vídeo em que o ex-presidente Barack Obama aparecia com o rosto sobreposto a um corpo de macaco. Nesta terça (24), o presidente faz o tradicional discurso do “Estado da União” na Câmara dos Deputados. Deputado democrata é retirado por protestar em discurso de Trump TV Globo A fala é realizada desde 1970, uando o presidente George Washington fez uma fala breve, com pouco mais de mil palavras. Ao longo dos anos, a tradição mudou, e os discursos ficaram cada vez mais longos e midiáticos. O que Trump falou Desta vez, Trump aposta em um discurso para animar a própria base eleitoral. A ideia é manter o apoio dos eleitores antes das eleições de meio de mandato. Também conhecidas como “midterms”, as eleições estão marcadas para 3 de novembro. Toda a Câmara será renovada. No Senado, um terço das cadeiras estará em disputa. Atualmente, as duas Casas são controladas pelos republicanos, partido de Trump. Pesquisas indicam que o governo pode perder ao menos uma delas. Esse cenário preocupa aliados do presidente. O presidente Donald Trump discursa em uma sessão conjunta do Congresso no Capitólio dos EUA em 4 de março de 2025, em Washington, DC. O vice-presidente JD Vance e o presidente da Câmara, Mike Johnson (R-LA), aplaudem atrás dele. Win McNamee/Pool via REUTERS Logo na abertura do discurso, Trump exaltou o próprio governo e afirmou que os “Estados Unidos estão de volta, maiores, melhores, mais ricos e mais fortes do que nunca”. Ele também criticou o governo anterior, de Joe Biden, e disse que assumiu o país em crise. “Posso dizer, com dignidade e orgulho, que alcançamos uma transformação como ninguém jamais viu antes, uma virada que ficará para a história”, declarou. “É, de fato, uma virada histórica.” Trump também destacou indicadores econômicos. Segundo ele, a inflação está em queda, a renda em alta e a economia em recuperação. O presidente afirmou ainda que a produção de energia bate recordes. Ele também defendeu políticas anti-imigratórias e voltou a adotar um discurso duro sobre segurança nas fronteiras. Ao mesmo tempo, fez um aceno a estrangeiros que queiram viver legalmente nos Estados Unidos. “Sempre permitiremos a entrada legal de pessoas que amem nosso país e trabalhem duro para mantê-lo”, disse. Política externa A expectativa é que Trump destaque ações na política externa. Ele deve citar o cessar-fogo na Faixa de Gaza, elogiar a operação dos EUA contra alvos nucleares do Irã e comentar o aumento das tensões no Oriente Médio. “Como presidente, farei a paz sempre que puder, mas nunca hesitarei em enfrentar ameaças à América onde for necessário”, afirma o trecho antecipado. Trump deve destacar ainda ações militares e de segurança no hemisfério ocidental. Segundo os trechos divulgados, ele afirmará que os Estados Unidos estão “restaurando a segurança e a predominância americana” na região em uma referência às operações contra o narcotráfico. Economia e mais O presidente Donald Trump e a primeira-dama Melania Trump deixam a Casa Branca para ir o discurso do Estado da União Manuel Balce Ceneta/AP Photo A economia deve ocupar parte central do discurso, já que os americanos continuam preocupados com o custo de vida. Trump culpa os desafios econômicos ao governo anterior, de Joe Biden, e afirma que a situação das famílias está melhorando. “Daqui para frente, fábricas, empregos, investimentos e trilhões de dólares continuarão entrando nos Estados Unidos, porque finalmente temos um presidente que coloca a América em primeiro lugar”, afirma um trecho vazado. Mais cedo, a imprensa americana informou que o presidente também usará o discurso para criticar uma decisão da Suprema Corte que derrubou tarifas impostas por ele com base em uma lei de 1977. Ministros do tribunal acompanham a sessão no plenário. Trump também deve defender a política anti-imigração, um dos principais eixos do governo. As operações recentes provocaram protestos após a morte de dois cidadãos americanos durante ações de agentes federais. No discurso, o presidente ainda deve: anunciar um acordo para que empresas de tecnologia envolvidas com inteligência artificial paguem tarifas de eletricidade mais altas em regiões com data centers; pressionar o Congresso por aumento no financiamento militar; cobrar a aprovação de uma lei que exija documento de identidade e comprovação de cidadania para votar; citar recordes nas bolsas de valores e defender cortes de impostos. LEIA TAMBÉM Baixo estoque de munição e risco de guerra contra o Irã preocupam chefe militar dos EUA, diz jornal; Trump nega Helicópteros, ajuda dos EUA e mais de 70 mortes: como foi a operação que matou 'El Mencho' e provocou onda de violência no México Presidente da Coreia do Sul publica vídeo feito por IA em que aparece abraçando Lula na infância: 'Somos irmãos' VÍDEOS: mais assistidos do g1