Corretora morta por síndico em Caldas Novas tinha bala alojada na cabeça, diz advogado
Daiane Alves de Souza, de 43 anos, foi assassinada em Goiás Reprodução/Instagram de Daiane Alves de Souza A corretora Daiane Alves, morta em Caldas Novas, no...
Daiane Alves de Souza, de 43 anos, foi assassinada em Goiás Reprodução/Instagram de Daiane Alves de Souza A corretora Daiane Alves, morta em Caldas Novas, no sul de Goiás, tinha uma bala alojada na cabeça, segundo o advogado da família, Plínio César Cunha Mendonça. A informação foi repassada preliminarmente à defesa pela Polícia Civil. No entanto, a causa da morte ainda não foi determinada porque depende do laudo final da perícia. De acordo com o advogado, ainda não se sabe também o que o síndico Cleber Rosa de Oliveira, de 49 anos, fez com Daiane antes do tiro. "Ali são inúmeras coisas que podem ter acontecido. Nós não temos o laudo definitivo sobre isso. Ele pode ter usado algum produto químico para desmaiar ela, ele pode ter sufocado ela até a morte lá mesmo", disse. Em nota enviada ao g1, a defesa de Cleber afirmou que não teve acesso ao resultado da perícia do corpo de Daiane e que o síndico continua colaborando com as investigações. Leia a íntegra da nota ao final da reportagem. LEIA TAMBÉM Perícia em local onde corretora foi morta por síndico inclui disparos de arma de fogo, diz delegado Vídeo gravado por corretora mostra seus últimos momentos antes de ser morta por síndico, em Caldas Novas Em áudio, síndico que matou corretora disse que ela estava proibida de trabalhar no condomínio FIM DO MISTÉRIO: Síndico do prédio é preso A defesa explica que o objetivo da perícia, tanto no corpo da corretora quanto no local do crime, não é apenas para identificar a causa da morte, mas a forma como Cleber agiu. De acordo com Plínio, o síndico está alegando à polícia que teria agido em legítima defesa, após ter sido abordado por ela enquanto ele estava trabalhando dentro do almoxarifado. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Arma jogada em rio Cleber afirmou à polícia que a arma usada no crime foi jogada dentro do rio Corumbá, na divisa entre Caldas Novas e Ipameri, próximo ao local onde o corpo dela foi encontrado, segundo Plínio. Além da arma, a polícia encontrou um celular na caixa de passagem, apontada por Cleber, que agora está sob perícia para identificar de quem é o proprietário. "(É necessário verificar) Se de fato é o celular da Daiane, se de fato é aquele celular dele que sumiu, ou se é um celular de terceiro", disse. O celular sumido, citado pelo advogado, é o antigo aparelho do síndico, substituído por um novo, dado de presente pelo filho de Cleber, Maicon Douglas Oliveira, que também foi preso. Ele é suspeito de tentar obstruir a investigação, de acordo com a Polícia Civil. Cleber e Maicon foram presos no dia 28 de janeiro. Após ser preso, Cléber levou os policias até o corpo da vítima, que foi encontrado a cerca de 15 km de Caldas Novas, às margens da GO-213, já no município de Ipameri. Procurada pelo g1, a Polícia Científica afirmou que o laudo ainda não foi liberado para confirmar a informação da bala alojada na cabeça da corretora. Leia a íntegra da nota da defesa de Cleber Rosa de Oliveira: "O escritório Nestor Távora e Laudelina Inácio Advocacia Associada, representando os interesses do Sr. Cleber Rosa de Oliveira, vem informar que a defesa técnica não teve acesso ao resultado da perícia necroscópica, que ainda não foi juntada aos autos do inquérito policial. Na oportunidade, reitera-se que o Sr. Cleber está colaborando com a investigação, sobretudo no esclarecimento da dinâmica dos fatos". 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.