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Com leilão de terreno marcado, Feira de São Cristóvão vê futuro incerto

Com leilão de terreno marcado, Feira de São Cristóvão vê futuro incerto O terreno do Centro de Tradições Nordestinas, conhecido como Feira de São Crist...

Com leilão de terreno marcado, Feira de São Cristóvão vê futuro incerto
Com leilão de terreno marcado, Feira de São Cristóvão vê futuro incerto (Foto: Reprodução)

Com leilão de terreno marcado, Feira de São Cristóvão vê futuro incerto O terreno do Centro de Tradições Nordestinas, conhecido como Feira de São Cristóvão, será levado a leilão no dia 25 de fevereiro de 2026. O motivo é um processo de execução fiscal movido pela União contra a Riotur, responsável pelo espaço. O lance mínimo é de pouco menos de R$ 25 milhões. Os lojistas estão apreensivos, sem saber o futuro da feira, que é um patrimônio cultural e imaterial da cidade do Rio. O edital do leilão, sugerido pela própria Riotur, não menciona a permanência ou retirada do Centro de Tradições Nordestinas do local: "Levamos um susto. Desde então, não temos dormido. A gente tem pensado no que vai fazer. Espero que a prefeitura tome uma posição, resolva essa situação por lá para não tirar a nossa casa", disse o diretor do Centro de Tradições Nordestinas, Magno Pereira. Feira de São Cristóvão Henrique Lima/TV Globo A comissão que administra o espaço entrou com embargo na Justiça para impedir o leilão, e Magno faz um apelo: "A gente não tem para onde ir. Onde seria a feira de São Cristóvão? Se não for em São Cristóvão, perde o brilho, perde a essência" O espaço está penhorado para pagamentos de dívidas, principalmente fiscais e trabalhistas. Em 2012, a Riotur deixou de conceder período mínimo de 11 horas consecutivas para descanso entre diferentes jornadas de trabalho. Em nota, a Prefeitura do Rio afirmou que está trabalhando para impedir o leilão, e que não vai medir esforços para a manutenção do Pavilhão de São Cristóvão como um imóvel público. Feira de São Cristóvão, na Zona Norte do Rio Alexandre Macieira/Riotur LEIA TAMBÉM: Prefeitura do Rio anuncia concessão da Feira de São Cristóvão por 35 anos História do espaço Feira de São Cristóvão Reprodução O pavilhão onde a feira funcionado foi tombado pela Câmara de Vereadores em 2021, e o espaço foi reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O prédio tem uma história marcante: foi construído em 1959 para a Exposição Internacional da Indústria e do Comércio, com projeto do arquiteto Sérgio Bernardes. Considerado ousado para a época, tinha uma das maiores áreas cobertas do mundo sem vigas. Com o tempo, faltou conservação. O pavilhão chegou a ser usado como barracão de escolas de samba e, após um vendaval nos anos 1980, virou depósito da Riotur. Só em 2003 o pavilhão passou a abrigar o Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas.