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Chefe do tráfico no Amapá e guarda municipal no PA: quem é o líder de facção alvo de operação

Pedro de Morais Santos Garcia, de 43 anos Polícia Federal/Divulgação Pedro de Morais Santos Garcia, de 43 anos, guarda municipal de Marituba (PA), é apontad...

Chefe do tráfico no Amapá e guarda municipal no PA: quem é o líder de facção alvo de operação
Chefe do tráfico no Amapá e guarda municipal no PA: quem é o líder de facção alvo de operação (Foto: Reprodução)

Pedro de Morais Santos Garcia, de 43 anos Polícia Federal/Divulgação Pedro de Morais Santos Garcia, de 43 anos, guarda municipal de Marituba (PA), é apontado pela polícia como o maior traficante de drogas do Amapá. Ele é considerado liderança da facção Família Terror do Amapá (FTA) e responsável pela logística de distribuição. Pedro foi o principal alvo da Operação Abadom, deflagrada nesta terça-feira (31) em oito Estados, incluindo Amapá e Pará. Ele conseguiu fugir antes da chegada dos policiais. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp Segundo as investigações, Pedro começou a atuar no crime no Amapá. Depois de assumir posição de liderança na facção, ingressou na Guarda Municipal do Pará. A Prefeitura de Marituba informou, em nota, que se o envolvimento for comprovado, medidas administrativas serão tomadas (veja nota na íntegra no final desta matéria). A base de Pedro ficava entre Amapá e Pará. A localização estratégica e os rios da Amazônia facilitavam o esquema. Os militares do PA José das Graças Peres Monteiro e Fernando Henrique da Silva Albernas também foram alvos da operação. A dupla foi presa no Estado. José das Graças e Fernando Henrique, PMs no PA Polícia Civil do Amapá/Divulgação O tráfico envolvia cocaína e crack enviados em navios entre Macapá e Santana. As drogas eram fracionadas e escondidas em objetos comuns para evitar suspeitas. Droga era fracionada do Pará ao Amapá para escapar da fiscalização, diz polícia O delegado Stefano Santos afirmou que Pedro usava o cargo na segurança pública como escudo para o tráfico. "Ele conseguiu o cargo em Marituba e dizia ter driblado o sistema. Fazia prisões e, ao mesmo tempo, coordenava o tráfico no Amapá, sendo o maior fornecedor interno. Está na facção há muito tempo e hoje ocupa posição de liderança. É natural do Amapá e, quando ampliou o esquema, mudou-se para o Pará, onde passou a trabalhar", disse o delegado. Pedro já tinha sido alvo de uma operação em 2021, que investigava o roubo de uma aeronave sequestrada durante viagem a um garimpo no Sul do Amapá. O avião saiu de Laranjal do Jari para o Pará e foi encontrado no dia seguinte em Sinop (MT). Operação em 4 estados prende criminosos que roubaram avião no Amapá para transportar drogas Segundo a polícia, o tráfico é o principal crime das facções. O dinheiro é usado para comprar armas e financiar outras atividades ilegais. Operação Abadom A Operação Abadom apura um esquema de tráfico de drogas que envolvia lavagem de dinheiro com uso de empresas de fachada e laranjas. Segundo a polícia, pelo menos R$ 40 milhões foram movimentados. A Justiça expediu 54 mandados de prisão preventiva e 64 de busca e apreensão, além da suspensão de dez empresas de fachada. No total, foram cumpridos 18 mandados no Amapá, 17 no Pará, dois em São Paulo, dois no Ceará, um no Rio Grande do Norte, um no Rio Grande do Sul e um em Roraima. Foram apreendidos veículos blindados, imóveis de luxo e bloqueados ativos financeiros. A polícia também recolheu R$ 40 mil em espécie. Todo o material era fruto do tráfico e servia para mascarar o esquema. O delegado-geral da Polícia Civil, Daniel Marsili, disse que pelo menos nove mulheres atuavam como laranjas, cedendo contas bancárias para movimentar o dinheiro da quadrilha. "Dos 18 presos no Amapá, nove eram mulheres. Elas viviam uma vida de luxo sustentada pelo crime", afirmou. Operação Abadom investiga esquema de tráfico de drogas no Amapá e Pará LEIA MAIS: Briga por R$ 3 em bar termina em homicídio no Amapá Operação notifica bares na Zona Sul de Macapá e flagra menores bebendo álcool Integração das forças de segurança A operação contou com a integração das polícias estaduais e federais. As investigações começaram com a Polícia Federal (PF), que identificou a influência de facções nacionais no Amapá. "Essas facções não atuam só no tráfico local. Elas enviam drogas para o exterior e se aliam a grupos internacionais. Por isso, só uma polícia integrada consegue dar resposta eficaz", disse o delegado Everton Manso, coordenador de operações da PF. Essa foi a segunda operação contra o crime organizado em menos de uma semana. O secretário de Justiça e Segurança Pública, Cezar Vieira, disse que as equipes estão empenhadas em conter a expansão das facções no Estado. Operação investiga esquema que movimentou mais de R$ 20 milhões do tráfico de drogas no Amapá "Estamos em linha dura contra a criminalidade. Os resultados mostram que é possível conter o avanço das facções", afirmou Vieira. A operação integra o programa Amapá Mais Seguro, criado em 2023. Força de segurança concederam entrevista coletiva nesta terça Mariana Ferreira/g1 Leia nota da Prefeitura de Marituba A Prefeitura de Marituba informa que não compactua com condutas ilegais. Diante das informações divulgadas no âmbito da Operação Abadon, realizada nesta terça-feira (31), que apontam o suposto envolvimento de um integrante da Guarda Municipal de Marituba em atividades criminosas, a gestão municipal ressalta que, uma vez confirmada qualquer vinculação de servidor a práticas ilícitas, serão adotadas, de forma imediata, todas as medidas administrativas cabíveis. A Prefeitura informa ainda que se coloca à disposição e colabora integralmente com as investigações contribuindo para o pleno esclarecimento dos fatos. Operação Abadom Polícia Civil/Divulgação Operação Abadom Polícia Civil/Divulgação Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá: