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Chefe do Pentágono declara Partido Democrata como o maior inimigo na guerra contra o Irã

Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, e chefe das Forças Armadas dos EUA, general Dan Caine, comparecem em audiência do Comitê de Serviços Armados da...

Chefe do Pentágono declara Partido Democrata como o maior inimigo na guerra contra o Irã
Chefe do Pentágono declara Partido Democrata como o maior inimigo na guerra contra o Irã (Foto: Reprodução)

Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, e chefe das Forças Armadas dos EUA, general Dan Caine, comparecem em audiência do Comitê de Serviços Armados da Câmara dos Deputados norte-americana no Capitólio, em Washington, D.C., em 29 de abril de 2026. REUTERS/Kylie Cooper No debate tenso e acalorado em que se transformou a sabatina do secretário de Defesa, Pete Hegseth, no Congresso, ouviu-se o impensável: ele acusou os democratas de serem os maiores inimigos na guerra que os EUA travam contra o Irã e de darem ao regime “uma vitória de propaganda”, por chamarem o conflito de atoleiro. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "O maior adversário que enfrentamos neste momento são as palavras imprudentes, irresponsáveis e derrotistas dos democratas do Congresso e de alguns republicanos", declarou Hegseth. O primeiro depoimento público do secretário de Defesa desde o início da guerra coincidiu com a divulgação de seu custo até o momento, pelo diretor financeiro do Pentágono, Jay Hurst — US$ 25 bilhões (cerca de R$ 125 bilhões). A estimativa, contudo, é considerada muito conservadora e, segundo informaram fontes à emissora CNN Internacional, não inclui o custo do reparo dos extensos danos sofridos pelas bases americanas no Oriente Médio. Representa 13% dos US$ 188 bilhões autorizados pelos EUA em ajuda à Ucrânia. Esta foi uma das críticas mais contundentes do presidente Donald Trump ao governo Biden durante a sua campanha eleitoral. Vídeos em alta no g1 Além disso, o Departamento de Defesa pede US$ 1,5 trilhão para o orçamento do próximo ano, valor bem superior à média histórica de gastos militares aprovados pelo Congresso e contraditório para um presidente que tinha como bandeira não se envolver em conflitos. Na sabatina de seis horas ao Comitê de Serviços Armados da Câmara, Hegseth insistiu que os EUA estão ganhando a guerra no Irã, que é desaprovada pela maioria dos americanos, e defendeu repetidamente o seu custo para os contribuintes: “Quanto vale garantir que o Irã nunca terá uma bomba nuclear?” Com este argumento, o secretário de Defesa contradisse declarações anteriores, de que o programa nuclear havia sido aniquilado, no ano passado, com o ataque às instalações nucleares do Irã, durante a Operação Martelo da Meia-Noite. Hegseth foi duramente questionado ao repetir que a guerra era necessária porque o Irã representava “uma ameaça existencial” aos EUA. A traumática palavra “atoleiro”, que relembra a Guerra do Vietnã, irritou o secretário, ao ser pressionado em relação à duração do conflito no Irã, que supera a estimativa inicial de Trump. “Declarações como essa são imprudentes com as nossas tropas. Não digam: 'Eu apoio as tropas, por um lado, e, por outro, ‘uma missão de dois meses é um atoleiro’. Para quem vocês estão torcendo? Quem vocês estão defendendo?” Com respostas agressivas aos deputados, Hegseth parecia querer agradar ao chefe Trump. A missão desta quinta-feira será mais complexa. O secretário de Defesa volta ao Congresso para ser sabatinado perante a Comissão de Serviços Armados do Senado.