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Casas Bahia entra com pedido de recuperação judicial

Casas Bahia entra com pedido de recuperação judicial O Grupo Casas Bahia anunciou na noite deste domingo (6) que entrou com um pedido de recuperação judicia...

Casas Bahia entra com pedido de recuperação judicial
Casas Bahia entra com pedido de recuperação judicial (Foto: Reprodução)

Casas Bahia entra com pedido de recuperação judicial O Grupo Casas Bahia anunciou na noite deste domingo (6) que entrou com um pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo. A medida também inclui diversas empresas do grupo e tem como objetivo reorganizar as finanças e renegociar dívidas, enquanto a companhia mantém suas operações em funcionamento. 🔍 A recuperação judicial é um instrumento previsto na legislação brasileira que permite a empresas em dificuldades financeiras renegociar suas dívidas sob supervisão da Justiça, buscando evitar a falência e garantir a continuidade das atividades. Segundo a empresa, a decisão foi aprovada pelo Conselho de Administração e pelo acionista controlador. O pedido foi protocolado no Foro Central Cível de São Paulo, especializado em falências e recuperações judiciais. Entre as empresas incluídas no processo estão a Bartira, fabricante de móveis, além de companhias de logística, tecnologia e comércio eletrônico ligadas ao grupo. As empresas incluídas no pedido de recuperação judicial são: ASAP Log – Logística e Soluções Ltda. ASAP Log Ltda. CNT Soluções em Negócios Digitais e Logística Ltda. Cntlog Express Logística e Transporte Ltda. Globex Administração e Serviços Ltda. Cnova Comércio Eletrônico S.A. Integra Soluções para Varejo Digital Ltda. Casas Bahia Tecnologia Ltda. Indústria de Móveis Bartira Ltda. Em comunicado ao mercado, a Casas Bahia afirmou que a recuperação judicial foi motivada pela piora do cenário econômico, marcada por juros elevados, restrição ao crédito, aumento dos custos financeiros e redução do consumo. "Nesse cenário de liquidez restrita, o ajuizamento do pedido de recuperação judicial mostra-se necessário e configura mais um passo na direção da reestruturação financeira da companhia, buscando preservar a continuidade das atividades empresariais, proteger a geração de valor futuro e viabilizar uma solução ordenada para o equacionamento de suas obrigações", afirma o comunicado. A empresa também informou que não conseguiu concluir alternativas de captação de recursos que estavam em negociação. Apesar da medida, a companhia afirma que pretende manter o funcionamento de suas lojas físicas, do comércio eletrônico e dos demais canais de venda, buscando evitar impactos relevantes para os consumidores. Como a recuperação judicial foi solicitada em caráter de urgência, os acionistas ainda deverão analisar e ratificar a decisão em Assembleia Geral Extraordinária, que será convocada pela companhia. Mudanças na diretoria e no conselho No mesmo dia em que pediu recuperação judicial, a Casas Bahia também anunciou mudanças na liderança da empresa. O vice-presidente das áreas Jurídica e Tributária, Fábio Spina, deixou o cargo após atuar na companhia desde 2024. Segundo a empresa, ele continuará prestando consultoria durante o processo de reestruturação. Para substituí-lo, foi nomeada Sírley Lima, que passa a comandar as áreas Jurídica, Tributária, Compliance (responsável por garantir o cumprimento de leis e regras internas) e Controles Internos. Ela tem mais de 20 anos de experiência e já trabalhou em empresas como Heineken, Pernod Ricard, Souza Cruz e EY. A empresa também informou a saída de dois integrantes do Conselho de Administração: Jackson Schneider e Rogério Calderón. Com isso, Cláudia Quintella Woods passa a integrar o Comitê de Auditoria Estatutário e André Luiz Helmeister assume uma vaga no Comitê de Finanças. Apesar de deixar o Conselho de Administração, Jackson Schneider continuará à frente dos comitês responsáveis por auditoria, riscos, compliance e investigações internas da companhia. Prejuízo bilionário Ainda no domingo, a Casas Bahia registrou prejuízo de mais de R$ 10 bilhões no segundo trimestre, citando impacto de um plano de redimensionamento de sua operação que incluiu o fechamento de 298 lojas. *Reportagem em atualização Loja das Casas Bahia em shopping de São José dos Campos é fechada. Sarah Brito/g1