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Cansaço físico x habilidade técnica: estudo revela impactos de substituir caneta e papel por teclados nas escolas

Caneta e papel ou teclados? Estudo revela o que alunos preferem Na Austrália, os alunos do 2º ano do ensino fundamental estão se preparando para passar do pa...

Cansaço físico x habilidade técnica: estudo revela impactos de substituir caneta e papel por teclados nas escolas
Cansaço físico x habilidade técnica: estudo revela impactos de substituir caneta e papel por teclados nas escolas (Foto: Reprodução)

Caneta e papel ou teclados? Estudo revela o que alunos preferem Na Austrália, os alunos do 2º ano do ensino fundamental estão se preparando para passar do papel e caneta para os teclados e plataformas digitais, e uma pesquisa nacional com mais de 500 alunos revelou que os estudantes têm conexões e reações diferentes a depender do modo como escrevem. A partir do 3º ano, os alunos australianos realizam avaliações nacionais de maneira digital, e, para se preparar para os testes, passam a utilizar plataformas digitais de maneira mais assídua durante as aulas. A pesquisa, liderada pela Dra. Anabela Malpique, professora sênior de alfabetização da Faculdade de Educação da Edith Cowan University (ECU), buscou entender se a mudança na forma de escrever trazia impactos para os alunos. "Os exames nacionais manuscritos foram descontinuados nas escolas primárias australianas. Os alunos são obrigados a fazer testes online de alfabetização e matemática a partir do 3º ano — por isso, é importante entender a diferença no desempenho da escrita entre as modalidades em papel e em computador", explicou a professora em um comunicado divulgado pela universidade no começo deste ano. O resultado, divulgado em novembro de 2025, aponta que, apesar de os alunos demonstrarem atitudes muito positivas em relação ao uso de computadores, eles ainda se sentem mais "capazes" quando escrevem à mão. O impacto da motivação e da habilidade Os pesquisadores examinaram como a atitude e a motivação dos escritores iniciantes influenciam a qualidade de seus textos. Um dos achados principais é que a postura positiva em relação à escrita à mão impacta diretamente no sucesso no trabalho em papel. De acordo com a Dra. Malpique, atitudes negativas ou falta de confiança na escrita à mão também impactam o resultado final dos textos, que tendem a ter qualidade inferior. Criança estuda em computador Thomas Park/ Unsplash No entanto, o mesmo não ocorre no ambiente digital: gostar de usar o computador não garante um texto melhor. Para o sucesso na escrita digital, o fator determinante é a chamada "automaticidade no teclado" — ou seja, a habilidade técnica e a rapidez ao digitar — e não apenas a motivação do aluno. “Em contrapartida, atitudes específicas em relação à escrita de textos em computador não contribuíram de forma única ou estatisticamente significativa para prever a qualidade e a produtividade da composição em computador”, afirmou a especialista. Cansaço físico vs. dificuldades técnicas As entrevistas realizadas com os estudantes trouxeram perspectivas sobre os desafios de cada formato: Escrita à mão: Frequentemente associada à fadiga física. Relatos de crianças mencionam que "dói a mão" ou que se sentem "cansadas" ao fazer o esforço psicomotor. Escrita digital: Associada a dificuldades técnicas. Os alunos relataram dificuldades em coordenar os movimentos e em localizar as letras no teclado, o que torna o processo mais lento e frustrante para alguns. Equilíbrio no ensino Diante dessa mudança de comportamento e da crescente digitalização das avaliações escolares, a recomendação dos especialistas é que as escolas adotem uma abordagem equilibrada. Segundo a Dra. Malpique, os professores devem focar no desenvolvimento de ambas as competências: as habilidades psicomotoras necessárias para a caligrafia e a fluência técnica no teclado, além de estimular crenças motivacionais positivas nos alunos. A recomendação para as escolas é que não ignorem a transição: é preciso equilibrar o suporte às habilidades psicomotoras com o estímulo a crenças positivas, garantindo que os estudantes consigam migrar do papel para o digital sem perdas na qualidade do aprendizado. O estudo faz parte do projeto "Escrita para Todos", que investiga como a alfabetização se transforma na era digital. Fala de Edilson sobre Boneco no BBB expõe ignorância sobre dislexia; entenda transtorno