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Campinas registra 18 denúncias de preços abusivos de combustíveis após início da guerra contra Irã

Procon registra queixas contra alta nos preços dos combustíveis em Campinas O Procon de Campinas (SP) recebeu 18 denúncias de consumidores por possíveis pre...

Campinas registra 18 denúncias de preços abusivos de combustíveis após início da guerra contra Irã
Campinas registra 18 denúncias de preços abusivos de combustíveis após início da guerra contra Irã (Foto: Reprodução)

Procon registra queixas contra alta nos preços dos combustíveis em Campinas O Procon de Campinas (SP) recebeu 18 denúncias de consumidores por possíveis preços abusivos de combustíveis desde o início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro. As denúncias foram registradas até 19 de março - o que representa quase 1 queixa realizada por dia. As reclamações envolvem gasolina, diesel, etanol e GNV, em diferentes regiões da cidade - confira abaixo. Ainda segundo o Procon, nesse mesmo período em 2025 (28/2 a 19/3), nenhuma reclamação do tipo foi registrada pelo órgão na metrópole. 🔎 Os preços do barril do petróleo e derivados registraram fortes altas nas últimas semanas. Ataques a refinarias e reservas, além do impasse pelo Estreito do Ormuz, pressionam o mercado. O governo federal anunciou diminuição de tributos e um subsídio de R$ 0,32 para o diesel, mas o efeito ainda não é sentido nas bombas. ✅ Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Para o diretor do Procon, Paulo Giglio, um aumento de valores não é automaticamente considerado abusivo, mas a guerra, por si só, não justifica reajustes, já que seus efeitos recaem principalmente sobre importadores. Já o Recap, sindicato que representa os postos na região, disse que os aumentos observados no período são resultado de repasses diários feitos pelas distribuidoras, e que os postos têm apenas repassado os custos conforme novas compras são realizadas. 📍 Onde ocorreram as denúncias Segundo o Procon, as 18 denúncias estão distribuídas da seguinte forma: Região Norte: 7 Região Leste: 6 Região Noroeste: 2 Região Sul: 1 Região Sudeste: 1 Região Sudoeste: 1 Campinas registra 18 denúncias de preços abusivos de combustíveis após início da guerra contra Irã Reprodução/EPTV Os tipos de combustíveis citados nas denúncias foram: Gasolina: 14 Diesel: 5 Etanol: 3 GNV: 2 🛢️ O que dizem Procon e Recap? Campinas registra 18 denúncias de preços abusivos de combustíveis após início da guerra contra Irã Reprodução/EPTV O diretor do Procon Campinas, Paulo Giglio, explicou que a simples alta de preços não caracteriza abuso: “O simples fato de ter um reajuste de valores não significa necessariamente que o preço é abusivo. Para isso, precisamos verificar se o revendedor teve aumento nos seus custos". Porém, Giglio reforçou que os efeitos da guerra não podem ser usados como justificativa automática. "A situação externa, a situação de guerra, é uma situação que atinge os importadores, não diretamente os revendedores dos postos de combustível", afirmou. Segundo o diretor, as denúncias são analisadas caso a caso. Após a fiscalização, o Procon notifica a gerência do posto, que tem um prazo para apresentar defesa, e a resposta é analisada. Os dados, então, são repassados para a Secretaria Nacional do Consumidor. "Então, eu tenho que comprovar para que demonstre que não é abusivo, mesmo que seja um aumento relevante. Eu tenho que comprovar que está mais caro para eu comprar, eu tenho que comprovar que os meus custos aumentaram, de forma a afastar a desconfiança de que aquilo é um oportunismo, que por conta de uma notícia internacional eu estou me aproveitando de uma situação delicada para aumentar minha margem de lucro", detalhou. O Recap, por sua vez, afirma que os aumentos têm origem nos repasses feitos pelas distribuidoras desde o início do conflito. "Desde o início da guerra, realmente tem havido repasses de preço por parte das distribuidoras. Esses repasses têm sido quase que diários, e os postos não têm alternativa a não ser repassar esse custo para o consumidor", afirmou o diretor do sindicato, Rodrigo Spadaccia Queiroz. Para Queiroz, é possível que haja novos aumentos por conta do cenário de incerteza e do preço do barril do petróleo. "No Brasil, nós ainda dependemos de quase 30% de importação de diesel para suprir o mercado, e 10% da gasolina. Então, é inevitável que esses custos cheguem ao consumidor, mesmo a Petrobras não fazendo esse repasse, por conta desse percentual de importação", disse. Imagem de arquivo mostra abastecimento de carro em posto de combustíveis. Reprodução/EPTV VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas