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Câmara do DF: base de Ibaneis quer priorizar 'pautas estratégicas'; oposição deve insistir em CPI, caso Master e impeachment

Reabertura dos trabalhos na CLDF tem ausência do Executivo e discursos contra Ibaneis Com a retomada dos trabalhos da Câmara Legislativa do Distrito Federal e...

Câmara do DF: base de Ibaneis quer priorizar 'pautas estratégicas'; oposição deve insistir em CPI, caso Master e impeachment
Câmara do DF: base de Ibaneis quer priorizar 'pautas estratégicas'; oposição deve insistir em CPI, caso Master e impeachment (Foto: Reprodução)

Reabertura dos trabalhos na CLDF tem ausência do Executivo e discursos contra Ibaneis Com a retomada dos trabalhos da Câmara Legislativa do Distrito Federal em 2026, o governo Ibaneis Rocha (MDB) começa oficialmente o ano com duas missões: reorganizar a base política e destravar projetos considerados estratégicos. A retomada na Câmara do DF foi protocolar: os deputados mal voltaram, e já esvaziaram novamente o plenário. Os trabalhos, de fato, só devem começar depois do carnaval. Mesmo assim, na primeira sessão na terça-feira (3), quem marcou posição foram os deputados de oposição. A pauta foi tomada pelos pedidos de impeachment contra Ibaneis e CPIs para investigar as relações entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Prioridades O g1 procurou o Palácio do Buriti e a Casa Civil para entender quais são as prioridades do governo em 2026, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. Até aqui, aliados de Ibaneis já indicaram que uma das prioridades será buscar uma saída para a crise orçamentária que o governo diz enfrentar – e que pode comprometer, inclusive, a saúde pública na capital. Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal. CLDF/Reprodução Ibaneis Rocha afirmou que é preciso fazer cortes – e que vai 'manter o cinto apertado' nos gastos da Saúde, já que o orçamento "não suportou todos os gastos". Em janeiro, o governador editou um decreto que criou um limite mensal de gastos para todos os órgãos da administração distrital – incluindo as secretarias de Saúde e de Educação. Segundo o documento, todos os gastos devem ser autorizados pela Secretaria de Economia, que reiterou ser uma medida preventiva. O que o governo quer votar? Líder do governo na Câmara do DF, o deputado Hermeto (MDB) afirmou ao g1 que são prioridades do Palácio do Buriti, neste ano: a revisão da Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos) em regiões como SIA, Ceilândia e Taguatinga; a tramitação do Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCub). ➡️A LUOS é instrumento complementar do Plano Diretor de Ordenamento Territorial do Distrito Federal (PDOT). É uma regra que diz o que pode ou não pode ser construído em cada área do DF. O grupo governista também prevê foco em projetos de lei de crédito e na regulamentação das licenças ambientais, defendendo que essas medidas ampliem arrecadação e atendam políticas públicas. Hermeto afirmou ainda que o governo pretende dar ênfase a projetos sobre crédito e à regulamentação das licenças ambientais. "Acreditamos em um incremento na arrecadação, bem como naqueles que regulam e atendem às políticas públicas. Outro ponto abordado recentemente no âmbito federal é a regulamentação das licenças ambientais, tema que deveremos enfrentar em breve, pois nossa condição climática no Planalto Central requer cuidados", afirma. O que a oposição quer votar? Se depender da oposição a Ibaneis, o Plano Diretor de Transporte Urbano (PDTU) do DF também estará em pauta em 2026. Max Maciel (PSOL), parlamentar da oposição ao governo, destacou que a expectativa é aprovar o projeto no primeiro semestre. "Estamos envolvidos no processo diretamente como Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana e nossa expectativa é de conseguir aprovar o projeto até o meio do ano, com mais audiências públicas, com escuta e um olhar preciso." ➡️O PDTU funciona como um mapa estratégico, com análises e sugestões para melhorar a conexão da população ao transporte público. Para a mobilidade urbana, o plano prevê a implantação de 847 km de ciclovias, 175 km de ciclofaixas e 28 km de ciclorrotas, além da instalação de bicicletários em estações de metrô, terminais e pontos de ônibus. Conforme o estudo, considerando apenas as obras em andamento, sem alteração — o custo total estimado para instalação e manutenção é de R$ 599 bilhões. Para cada cenário adicional de ampliação, seria necessário incorporar mais R$ 360 bilhões por ano. Chico Vigilante (PT) e Max Maciel (PSOL) ressaltaram também o pedido de criação de uma CPI para investigar o envolvimento do governador com a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). "[...] Para a gente passar a limpo essa negociata envolvendo o BRB e fazer com que o Distrito Federal tenha capacidade de salvar esse banco", afirma Max. Polarização em alta Ibaneis Rocha, governador do DF, em 3 de fevereiro de 2026 TV Globo Com a proximidade do encerramento de transferências de partidos, as conversas, acordos e alianças devem fazer parte do dia a dia da Câmara. Na avaliação do líder do governo da CLDF, Hermeto, o cenário na Casa é de polarização. "O cenário que se descortina é de polarização, realidade que não é apenas local. A CLDF, como mosaico da sociedade, também passa por essa divisão, situação que poderá levar a alguns embates no curso deste trimestre", indica Hermeto. O deputado Iolando (MDB) diz ver uma necessidade de diálogo, maturidade política e foco em resultados concretos. "Este é um momento que exige responsabilidade institucional. A população espera soluções, não conflitos estéreis”, ressalta o parlamentar. Convite 'retirado' O Governador Ibaneis Rocha (MDB) não apareceu e nem enviou representante para a primeira sessão de trabalho da Câmara Legislativa. O presidente da casa, Wellington Luiz (MDB) afirmou que a decisão de romper a praxe e não incluir nenhum representante do Executivo na sessão foi tomada em comum acordo. O "entendimento" foi de que era melhor reservar a sessão apenas aos parlamentares, em razão do contexto político considerado "delicado". Ao invés da presença de Ibaneis, uma carta foi protocolada à CLDF. Na mensagem, o governador destacou o 'compromisso do governo com o interesse público e com o desenvolvimento do DF' e diz 'ressaltar a cooperação entre Executivo e Legislativo'. O texto também apresentou balanço das realizações referentes a 2025 dividido em diversos temas, como saúde, educação, economia, infraestrutura e mobilidade. LEIA TAMBÉM: Crise no orçamento: governo do DF publica decreto que cria 'limite mensal' para gastos públicos Pedidos de impeachment contra Ibaneis dominam primeira sessão de 2026 da Câmara do DF Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.