cover
Tocando Agora:
A RÁDIO CIDADE . TOP - FELIZ 2026!!!

Bebê indígena nasce em parto natural de 30 minutos, em maternidade de Goiânia: 'Presente de Deus', diz pai

Bebê indígena nasce em parto natural de 30 minutos, em maternidade de Goiânia Uma bebê indígena nasceu de parto natural em apenas trinta minutos, na Matern...

Bebê indígena nasce em parto natural de 30 minutos, em maternidade de Goiânia: 'Presente de Deus', diz pai
Bebê indígena nasce em parto natural de 30 minutos, em maternidade de Goiânia: 'Presente de Deus', diz pai (Foto: Reprodução)

Bebê indígena nasce em parto natural de 30 minutos, em maternidade de Goiânia Uma bebê indígena nasceu de parto natural em apenas trinta minutos, na Maternidade Dona Íris, em Goiânia. A chegada da pequena Kássia Esõiru Figueredo Javaé chegou exatamente um ano depois da artesã Hatawaki Javaé, de 30 anos, e o motorista Kássio Idjoriwe, de 41, iniciarem o relacionamento, tornando o mês de fevereiro duplamente especial para o casal. "Foi um presente de Deus", disse o pai, orgulhoso. "Na hora que nós chegamos, nós iríamos passar na triagem. Só que ela já estava sentindo muita dor. Aí, já subiu direto (para a sala de parto)", disse Kássio. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp O casal da etnia Javaé mora na aldeia Canuanã, na Ilha do Bananal, em Formoso do Araguaia, no Tocantins. Mãe de cinco filhos, Hatawaki teve a caçula na capital porque, como os sogros, pais de Kássio, moram em Goiânia, ela escolheu permanecer e fazer logo todo o pré-natal. De acordo com a maternidade, Kássia nasceu na quarta-feira (11), com 51 cm e 3,785 kg. O pai conta que ele também nasceu na maternidade. "Minha mãe ganhou eu aqui no Dona Iris. Veio da aldeia também, ganhou eu aqui e voltamos pra aldeia", disse, acrescentando que o filho de 18 anos, de outro relacionamento, também nasceu na unidade. A bebê indígena Kássia Esõiru Figueredo Javaé nasceu na Maternidade Dona Iris , em Goiânia Rafaella Barros/ g1 LEIA TAMBÉM Bebê nasce com dentinhos e surpreende pais: 'Vi assim que ela chorou' VÍDEO: Médica viraliza ao contar o que aprendeu morando há quase dois anos em Goiânia Filha reencontra mãe após mais de 40 anos de separação Ritual de presentes Os pais pretendem voltar para a aldeia em março. Até lá, continuarão em Goiânia, na casa dos avós paternos de Kássia. O pai explica que, no retorno, já está prevista a realização do "Boroturé", um ritual tradicional na aldeia depois que nasce um bebê. "Em vez de ela ganhar os presentes, a gente é que dá os presentes". Kássio explica que os pedidos de presente são os mais variados, incluindo até mesmo eletrodomésticos. E quem recebe não são apenas parentes, mas várias pessoas da aldeia. "Antigamente, era coisa simples do dia a dia, como uma canoa, mandioca, um remo... era dessa forma. Só que hoje mudou muito. Os brancos entraram dentro da aldeia... Boroturé, hoje em dia, é celular, televisão", relatou. O casal conta que todos os outros filhos, tanto dela quanto dele, também nasceram em hospitais. Segundo Kássio, embora as mulheres indígenas sejam contrárias a cesáreas, elas vão dar à luz nas maternidades e não na aldeia. 'Mas hoje em dia, se passar mal (na aldeia), tem enfermeira, tem tudo lá dentro. Aí,, leva para a cidade e depois traz de novo", explicou. Com a chegada de Kássia, Hatawaki tem três meninos e três meninas. Os irmãos da caçula têm idades que variam de 2 a 16 anos. A artesã disse que não pensa em ter mais filhos. "Está muito bom. Eu me sinto realizada como mãe", afirmou. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.