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Após reveses, Lula fala com Alcolumbre e deve marcar reunião sobre indicação de Messias e liderança no Senado

Em um telefonema de reaproximação na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou com Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Sen...

Após reveses, Lula fala com Alcolumbre e deve marcar reunião sobre indicação de Messias e liderança no Senado
Após reveses, Lula fala com Alcolumbre e deve marcar reunião sobre indicação de Messias e liderança no Senado (Foto: Reprodução)

Em um telefonema de reaproximação na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou com Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, e os dois ficaram de marcar um encontro presencial. A reunião servirá para tratar dos recentes reveses do governo na Casa e da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). Os dois também devem discutir a situação de Alcolumbre com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), com quem o amapaense rompeu relação no fim do ano passado. Segundo interlocutores, Alcolumbre levará a Lula a avaliação de que o governo tem cometido erros na articulação de pautas prioritárias para o Executivo. O parlamentar citará como exemplos a falta de articulação com o Senado que o levou a retirar da pauta a proposta de incentivo à instalação de datacenters no Brasil – a medida provisória que tratava do tema caducou. E também o que Alcolumbre classificou como uma "trapalhada da base governista": a votação que resultou na quebra de sigilos de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Após a aprovação no colegiado – realizada de forma simbólica, ou seja, sem o registro dos votos em painel – governistas recorreram a Alcolumbre, argumentando que o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), contou apenas sete votos contrários ao requerimento, quando, segundo eles, 14 senadores teriam se manifestado contra. Alcolumbre rejeitou o argumento e afirmou que, mesmo com 14 votos, não haveria maioria para derrubar a quebra de sigilo, já que seriam necessários 16 votos, pois o quórum era de 31 parlamentares. Nos bastidores, Alcolumbre disse a aliados que o governo, em especial o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), “comeu mosca” e que sua decisão foi estritamente regimental. Indicação de Messias ao STF Do lado do governo, a expectativa é que Lula articule com Alcolumbre a aprovação da indicação do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). A escolha do presidente foi feita em 20 de novembro, mas a mensagem oficial com a indicação não foi enviada pelo governo por receio de que o nome fosse rejeitado. Alcolumbre ficou insatisfeito com a escolha pois esperava emplacar seu antecessor na presidência do Senado e aliado de primeira hora, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Questionado na semana passada sobre o tema, Alcolumbre disse apenas que está esperando a mensagem do governo. O presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, os dois são citados em mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro Ricardo Stuckert / PR