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Aliados de Lula divergem sobre impactos de desfile com 'famílias em conserva' na Sapucaí

Aliados de Lula divergem sobre impactos de desfile com 'famílias em conserva' na Sapucaí O desfile da Acadêmicos de Niterói, escola que homenageou Lula no c...

Aliados de Lula divergem sobre impactos de desfile com 'famílias em conserva' na Sapucaí
Aliados de Lula divergem sobre impactos de desfile com 'famílias em conserva' na Sapucaí (Foto: Reprodução)

Aliados de Lula divergem sobre impactos de desfile com 'famílias em conserva' na Sapucaí O desfile da Acadêmicos de Niterói, escola que homenageou Lula no carnaval do Rio e foi rebaixada, expõe uma divisão que existe no entorno do presidente. Uma ala mais pragmática lamenta o desfecho da história, fala em “trabalho jogado fora” na relação com os evangélicos e conclui que o enredo sobre Lula foi um tiro no pé. Outra, mais combativa, diz que esses pragmáticos estão fazendo tempestade em copo d’água e espalhando uma visão catastrofista sobre o que aconteceu. Para essa turma, o desfile como um todo e a ala com a fantasia “neoconservadores em conserva” — que virou alvo de lideranças evangélicas e da direita — não tiram votos de Lula, candidato à reeleição. Segundo eles, a direita segue a estratégia de sempre: usar a religião para desgastar o PT. Ala da Acadêmicos de Niterói representou famílias de valores conservadores como famílias enlatadas em conserva Reprodução/TV Globo Políticos da oposição ironizaram o rebaixamento da escola, que ficou em último lugar e levou apenas duas notas 10 em 36 possíveis. Em uma rede social, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, fez um post com uma imagem do desfile e escreveu: "Quem ataca a família não merece aplauso". No governo, auxiliares de Lula minimizam o rebaixamento, com o argumento de que era algo já esperado por ser uma escola novata, sem estrutura e tradição. Afirmam também que isso mostra como não houve qualquer influência do governo no desfile para tirar proveito eleitoral. O ministro da Comunicação Social, Sidônio Palmeira, afirmou que não houve qualquer tentativa de interferência do Planalto no desfile, nem nas escolhas da agremiação, que levou para a avenida um palhaço gigante preso para representar Bolsonaro. O ministro nega que tenha havido algum debate para pedir à escola que retirasse elementos do enredo. Nos bastidores, a informação é que a ideia de ir à Sapucaí ver o desfile foi do próprio Lula, que chorou ao receber os integrantes da Niterói no Planalto, no ano passado. Segundo relatos, o presidente ficou particularmente emocionado com o fato de o samba-enredo ter a sua mãe, Dona Lindu, como uma espécie de narradora da história de Lula e seus irmãos.