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Abin abre processo disciplinar contra agente de inteligência com canal no YouTube

Abin abriu processo administrativo contra Glauber Mendonça, técnico de inteligência da agência Reprodução/Youtube A Agência Brasileira de Inteligência (...

Abin abre processo disciplinar contra agente de inteligência com canal no YouTube
Abin abre processo disciplinar contra agente de inteligência com canal no YouTube (Foto: Reprodução)

Abin abriu processo administrativo contra Glauber Mendonça, técnico de inteligência da agência Reprodução/Youtube A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) abriu processo administrativo disciplinar contra um oficial técnico de inteligência que se dedica a um canal no YouTube enquanto está de licença médica recebendo salário. De acordo com relatos de colegas, Glauber Mendonça se encontra afastado desde o início de 2025 por questões de saúde, mas segue tocando o canal como atividade profissional. Na página, que tem mais de 3 milhões de inscritos, ele se apresenta como policial penal federal e diz que se dedica a dar dicas a concurseiros na área de segurança. Na prática, faz críticas a políticos e comentários sobre segurança pública. Em 2024, a Justiça mandou suspender alguns conteúdos por disseminação de discurso de ódio e abuso ao direito de liberdade de expressão. Em um dos vídeos, ele mesmo relata que o foco do canal é "bater em político, deixar político constrangido", mostrando "a realidade da política e da segurança pública". Ele diz gravar durante 16 horas por dia. Para justificar o fim de um dos seus programas, ele relata precisar ter "tempo para ser pai" porque fica "trabalhando" até 4h da manhã no canal. Ele conta ainda que tem "uma máquina" funcionando, com funcionários. Glauber foi notificado do processo na semana passada, quando passou a contar o prazo para sua manifestação. Ele deve responder por não exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo e por exercer atividades incompatíveis com o exercício do cargo e com o horário de trabalho. Procurada, a Abin disse que a lei nº 11.776, que estrutura o Plano de Carreiras e Cargos, não impõe dedicação exclusiva a oficial técnico de inteligência, desde que a vinculação à agência não seja exposta. E que não comenta procedimentos correcionais em curso. O blog tentou contato com Glauber, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem. Vista da entrada da sede da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), em Brasília, nesta sexta-feira, 20. WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO